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Cinco projetos de transição climática e energética entram no Tech Foundry
Programa nacional de aceleração arranca com 31 projetos científicos e tecnológicos selecionados entre 98 candidaturas de todo o país.
07 Set 2026 - 17:48
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Cinco projetos ligados à transição climática e energética integram os 31 selecionados para a primeira edição do Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition, o programa nacional de aceleração que arranca nesta terça-feira, no Porto, com o objetivo de aproximar do mercado tecnologias desenvolvidas em Portugal.
Promovido pela Startup Portugal, em parceria com a Hello Tomorrow e a Porto Business School, e com o apoio da Câmara Municipal do Porto, o programa pretende acelerar a transformação de conhecimento científico e tecnológico desenvolvido em Portugal em soluções com potencial de mercado.
Dos 31 projetos selecionados, seis são de saúde, seis de biotecnologia e cinco de inteligência artificial, aos quais se juntam cinco projetos ligados à transição climática e energética. A seleção integra ainda projetos nas áreas dos materiais avançados e nanotecnologia, tecnologias “duplo uso”, robótica e sistemas autónomos, espaço e aeronáutica. Quase metade dos projetos está ainda em fase de prova de conceito, enquanto 39% já testou a tecnologia em ambientes próximos da aplicação real.
Durante três meses, as equipas vão beneficiar de aceleração intensiva nas áreas da validação tecnológica, modelos de negócio, preparação para o mercado e acesso a investidores e parceiros empresariais. O programa termina a 15 de dezembro, no Porto, com um Demo Day.
A ligação à rede global da Hello Tomorrow permitirá ainda aos participantes aceder a uma comunidade internacional de mais de 5000 startups e cerca de 1300 investidores especializados em deep tech.
O programa responde às características específicas das tecnologias deep tech, que envolvem habitualmente ciclos de desenvolvimento mais longos, maiores necessidades de investimento e processos de validação mais exigentes.
O objetivo é contribuir para aumentar o número de empresas de base científica e tecnológica em Portugal e promover uma maior aproximação entre a investigação e o mercado.
Para o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, este programa visa “contribuir para promover uma mudança cultural mais ampla nas nossas universidades e instituições de investigação: uma cultura em que cientistas, docentes e estudantes encarem o mercado não como um afastamento da missão científica, mas como uma das formas através das quais a ciência pode servir a sociedade”.
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