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Governo admite medidas de exceção perante agravamento do risco de incêndios
Luís Neves garante que governo está a apostar “definitivamente na prevenção, na limpeza, nas queimas e queimadas controladas e no ordenamento do território”.
10 Ago 2026 - 17:25
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Foto: Gov.pt
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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu nesta segunda-feira que estão a ser tomadas as medidas necessárias para enfrentar o agravamento do risco de incêndios rurais previsto para os próximos dias.
“Estamos muito focados em termos de meios, em termos de organização, em termos de coordenação, para fazer face a essas condições”, disse o governante aos jornalistas em Gouveia, onde participou nas comemorações do Dia do Município.
Luís Neves realçou que “se necessário for” serão tomadas “medidas de exceção”, como declarar calamidade ou pedir ajuda internacional.
“Nestes dois grandes incêndios de Vouzela e de Trás-os-Montes vieram bombeiros e organizações de todo o país para poder dar essa ajuda”, lembrou.
O ministro explicou que existem “comportamentos de muitas décadas que não são fáceis de corrigir” e que a prevenção tem de ser feita todos os dias do ano.
“Não podemos estar vocacionados só para o combate. Temos que limpar, organizar, preparar, ter uma mentalidade de trabalho em conjunto, de todos”, sublinhou, acrescentando que, tal como diz o Presidente da República, nos incêndios “não pode haver condomínios e todas as estruturas têm de trabalhar de forma conjunta”.
Segundo o governante, até 2017 “80% das verbas eram gastas só no combate”, mas este governo está a apostar “definitivamente na prevenção, na limpeza, nas queimas e queimadas controladas e no ordenamento do território”.
“Ainda há muita propriedade, sobretudo a partir da Lezíria do Tejo para cima, de que não conhecemos os proprietários e isso não é possível”, alertou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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