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Governo alia-se ao futebol para sensibilizar para prevenção de incêndios
Nova campanha “A melhor defesa é a prevenção” visa mobilizar os cidadãos para a importância da limpeza e gestão dos terrenos florestais como forma de reduzir o risco de incêndios e proteger o território.
13 Mar 2026 - 14:04
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O Governo pretende usar a “força mediática e mobilizadora do ecossistema do futebol profissional” para sensibilizar a população para a necessidade de limpar os terrenos florestais e reduzir o risco de incêndios e proteger o território.
Assim, o Ministério da Agricultura e Mar juntamente com a Fundação do Futebol – Liga Portugal lançam campanha “A melhor defesa é a prevenção” como ação de sensibilização nacional.
A campanha procura transmitir uma mensagem clara: a proteção das florestas começa muito antes de qualquer ocorrência. “A manutenção dos terrenos, a remoção de resíduos e a gestão adequada da vegetação são medidas fundamentais para reduzir riscos e salvaguardar pessoas, comunidades e património natural”, assinala o Ministério.
O Governo espera conseguir amplificar esta mensagem junto de públicos alargados e promover “uma maior consciência coletiva sobre a responsabilidade de todos na preservação do território”.
Recorde-se que Portugal surge entre os países mais vulneráveis aos riscos climáticos, com previsões catastróficas na agricultura e críticas nos incêndios, e com necessidades de investimento que excedem a média europeia, segundo um estudo encomendado pela Direção-Geral da Ação Climática e financiado pelo programa Horizonte Europa.
O risco para a população e edifícios devido a incêndios florestais foi classificado como crítico, apenas um patamar abaixo da classificação catastrófica atribuída à Croácia, Grécia, Espanha, Itália e Malta. Dezanove Estados-membros identificaram este risco, mas o Sul da Europa, onde Portugal se insere, é uma região particularmente afetada pela severidade dos fogos.
Também as empresas do PSI20 consideram os incêndios o maior risco climático do país. Entre os principais efeitos dos eventos climáticos extremos, estão “a disrupção da atividade”, identificada por 36% das empresas emitentes analisadas, e a deterioração de ativos, apontada por 32% das entidades, indica o documento nesta terça-feira divulgado pelo regulador do mercado de capitais.
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