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Governo prepara-se para reforçar resiliência hídrica da margem sul do Tejo
A Agência Portuguesa do Ambiente e o Grupo ÁdP terão de apresentar um projeto para colmatar a falta de água na margem sul do Tejo dentro de 120 dias. Projeto terá de garantir abastecimento ao novo Aeroporto Luís de Camões.
09 Set 2026 - 15:43
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Foto: Freepik
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O Governo espera que, dentro de 4 meses, exista uma solução técnica para reforçar a resiliência hídrica dos territórios localizados na margem sul do Tejo. O despacho, publicado hoje em Diário da República (DR), foi destacado pela ministra Maria da Graça Carvalho na Comissão para o Ambiente e Energia desta quarta-feira.
No despacho, o Governo define que, num prazo de 120 dias, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo ÁdP (Águas de Portugal) deverão apresentar um projeto para colmatar a falta de água na margem sul do Tejo, partindo de Castelo de Bode ou do rio Tejo.
De acordo com o DR, a necessidade de reforçar a resiliência dos sistemas de abastecimento de água na margem sul do Tejo foi “evidenciada pelos constrangimentos recentemente verificados no concelho de Almada”.
Para o Governo, estes episódios, referindo-se às falhas no abastecimento de água em Almada no início de julho, “demonstraram a importância de assegurar níveis acrescidos de redundância e capacidade de resposta perante falhas operacionais ou situações de contingência, bem como de dispor de origens alternativas capazes de garantir a continuidade do serviço em circunstâncias adversas”.
Além disso, o despacho salienta ainda que a construção do novo Aeroporto Luís de Camões, bem como a expansão urbana, habitacional, empresarial e logística associada a este investimento, podem vir a gerar procura adicional sobre os sistemas de abastecimento existentes.
Assim, o novo aeroporto também “reforça a necessidade de planear soluções com capacidade para responder aos consumos futuros, salvaguardando os recursos hídricos estratégicos e assegurando maior robustez e segurança do sistema”.
Neste sentido, uma das exigências para a solução hídrica é que esta assegure a sustentabilidade das necessidades de abastecimento de água para consumo humano decorrentes do crescimento populacional e económico da região, incluindo os consumos associados ao novo Aeroporto Luís de Camões e aos desenvolvimentos urbanos, logísticos e empresariais associados.
O Governo definiu ainda que o plano para a resiliência no abastecimento desta região terá, simultaneamente, de diversificar as origens e reforçar a segurança do abastecimento de água à margem sul do Tejo de modo a reduzir a dependência e a pressão sobre o sistema aquífero Tejo-Sado.
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