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Maria da Graça Carvalho defende posição na REN para acelerar investimentos na rede elétrica e impulsionar renováveis

A ministra defende que a posição acionista do Estado na REN acrescenta um instrumento de intervenção aos mecanismos já existentes através da aprovação dos planos de desenvolvimento e investimento e da regulação independente.

09 Set 2026 - 14:32

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Foto: Portal do Governo

Foto: Portal do Governo

A ministra do Ambiente e Energia defendeu hoje que a participação do Estado na REN pode ajudar a acelerar investimentos na rede elétrica, necessários para aumentar as renováveis, e contribuir para reduzir o preço da eletricidade.

“Para diminuir o preço da eletricidade, temos que aumentar, por exemplo, a percentagem de solar e de renováveis, que são de muito mais baixo custo do que as outras tecnologias”, afirmou Maria da Graça Carvalho no parlamento.

Numa audição na Comissão de Ambiente e Energia, relacionou a recente aquisição pelo Estado de 13,7% da REN – Redes Energéticas Nacionais com a necessidade de acelerar os investimentos na rede e os processos de ligação.

Segundo a governante, vários investimentos previstos para Portugal estão atualmente dependentes da existência de capacidade na rede elétrica.

“Nós temos uma lista grande de investimentos muito importantes para serem feitos em Portugal que estão dependentes da disponibilidade de rede elétrica”, afirmou.

Maria da Graça Carvalho defendeu que aumentar o peso das energias renováveis exige que os investimentos na rede sejam realizados rapidamente e nos locais onde são necessários. “E para isso, precisamos de fazer rapidamente os investimentos necessários, onde eles são necessários”, disse.

A ministra sustentou que a posição acionista do Estado na REN acrescenta um instrumento de intervenção aos mecanismos já existentes através da aprovação dos planos de desenvolvimento e investimento e da regulação independente.

A governante tinha já defendido que a disponibilidade e o preço da energia limpa serão determinantes para a competitividade portuguesa e para a atração de investimento.

“O primeiro fator de competitividade do país será a disponibilidade e o preço de energia limpa”, afirmou.

Na mesma Comissão, a ministra defendeu ainda que a entrada do Estado na REN reforça a capacidade de defender o interesse público numa empresa estratégica e considerou que esta foi a notícia que mais gostou de dar aos portugueses.

“É mais uma ferramenta para defender o interesse público numa empresa que é essencial ao nosso sistema energético português”, afirmou Maria da Graça Carvalho, numa audição na Comissão de Ambiente e Energia.

A Parpública concluiu recentemente a aquisição de 13,7% da REN à Pontegadea Inversiones, sociedade de investimento de Amancio Ortega, fundador da Inditex, dona da Zara, operação que marcou o regresso do Estado ao capital da gestora das redes de eletricidade e gás, depois de ter saído em 2014.

Com a aquisição, o Estado tornou-se o segundo maior acionista da REN, atrás da chinesa State Grid, que detém 25%.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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