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Grupo de Coordenação do Gás garante abastecimento da UE “com flexibilidade” no inverno
Reservas de gás estão abaixo dos níveis históricos, mas são compensadas pela capacidade de importação de gás natural liquefeito e pela flexibilidade das infraestruturas europeias, segundo a Comissão Europeia.
09 Out 2026 - 17:52
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O sistema de gás da União Europeia (UE) tem flexibilidade suficiente para responder à procura durante o inverno de 2026-2027, apesar de os níveis de armazenamento estarem abaixo dos valores históricos, de acordo com o relatório da Rede Europeia dos Operadores das Redes de Transporte de Gás (ENTSOG, na sigla inglesa).
“A situação é significativamente diferente da registada no inverno de 2021-2022. Atualmente, a UE está mais bem preparada, graças a uma maior diversificação das fontes de abastecimento de gás, ao aumento da capacidade de importação de GNL e à redução da procura de gás”, assegura a CE após uma reunião nesta quinta-feira do Grupo de Coordenação do Gás, grupo consultivo permanente da CE que coordena a resposta dos países da União.
Os volumes de gás natural liquefeito importados pela UE dependerão sobretudo das temperaturas durante o inverno e do impacto destas na procura de gás. “A decisão de importar GNL ou de retirar gás das reservas armazenadas cabe, em última instância, ao mercado”, pode ler-se na nota da CE.
A CE apresentou também o ponto de situação da aplicação do Regulamento REPowerEU relativo ao gás, com destaque para os preparativos para o fim dos contratos russos de longo prazo de importação de GNL, a partir do início do próximo ano.
A publicação anual de perspetivas para o abastecimento de gás no inverno e no verão pela ENTSOG é uma exigência europeia.
Recorde-se que, segundo a Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia (ACER), A União Europeia terá de aumentar as importações de gás natural liquefeito (GNL) em 13% em comparação com os níveis de 2025, para garantir o enchimento das reservas de gás antes do inverno de 2026/27.
Com níveis de armazenamento inferiores aos dos últimos anos, a evolução dos mercados e as tensões geopolíticas estão a dificultar o reabastecimento e reforçar a necessidade de acelerar a reposição das reservas nos próximos meses, para atingir a meta de armazenamento a 90% antes do próximo inverno, alerta a ACER.
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