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IAEA destaca energia de fusão como prioridade estratégica para investigar novas fontes de energia limpa
A Agência Internacional de Energia Atómica sublinha os desenvolvimentos alcançados com o ITER, a maior experiência de fusão do mundo. O investimento privado global em fusão ultrapassa os 10 mil milhões de dólares.
29 Out 2025 - 14:12
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Construção do Reator Termonuclear Experimental Internacional ITER o maior dispositivo de fusão do mundo Foto ITER 2025
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Construção do Reator Termonuclear Experimental Internacional ITER o maior dispositivo de fusão do mundo Foto ITER 2025
A Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês) aponta a energia de fusão como uma prioridade estratégica para investigação e desenvolvimento na área da energia limpa. A organização destaca os resultados alcançados com o projeto ITER (International Thermonuclear Experimental Reacto), a maior experiência científica global de fusão nuclear, com o objetivo de provar a viabilidade da fusão como fonte de energia limpa e segura e que está a decorrer em França.
“A fusão entrou numa nova fase decisiva”, refere a IAEA, destacando que 33 países e milhares de engenheiros e cientistas “estão a colaborar para construir e operar um dispositivo de fusão magnética projetado para provar a viabilidade da fusão como fonte de energia em grande escala e livre de carbono”.
Ao mesmo tempo salienta que governos, indústria privada e concessionárias de energia estão a lançar iniciativas complementares que expandem o panorama global da fusão. “Novas instalações estão a ser construídas, iniciativas público-privadas estão a ganhar impulso e os reguladores estão a desenvolver estruturas personalizadas para acompanhar o ritmo”, refere numa nota divulgada nesta terça-feira.
O investimento privado global em fusão ultrapassou os 10 mil milhões de dólares, proveniente de fundos soberanos, grandes empresas e utilizadores de energia.
A IAEA defende que a fusão deve desempenhar “um papel importante” no futuro mix de eletricidade. “No cenário de custo de capital mais baixo, de 2,8 mil milhões de dólares por kW em 2050, a participação da fusão na geração de eletricidade poderá atingir 50% até 2100. Mesmo no cenário de custo mais elevado, de 11,3 mil milhões de dólares por kW, a energia de fusão deverá alcançar 10% da produção global de eletricidade até 2100. A modelação também destaca o valor económico da fusão: com o aumento da procura por produção de eletricidade limpa, a fusão poderá acrescentar biliões de dólares ao PIB global”, estima na sua análise IAEA World Fusion Outlook 2025.
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