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Iberdrola lança projeto para tornar ilha no Brasil “altamente” sustentável
Plano combina produção de energia solar e armazenamento em baterias.
10 Nov 2025 - 16:44
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Ignacio Galán junto do ministro brasileiro de Minas e Energia, Alexandre Silveira | Iberdrola
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Ignacio Galán junto do ministro brasileiro de Minas e Energia, Alexandre Silveira | Iberdrola
O presidente da Iberdrola, Ignacio Galán, apresentou o projeto “Noronha Verde”, ao lado do ministro brasileiro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Destacado pelo Governo brasileiro como um dos grandes projetos no âmbito da COP30, em Belém, pretende transformar o arquipélago Fernando de Noronha na primeira ilha oceânica habitada da América Latina com um sistema energético “altamente sustentável”, segundo a nota enviada à imprensa.
Com um investimento de 350 milhões de reais (cerca de 50 milhões de euros), o plano combina produção de energia solar e armazenamento em baterias para reduzir a dependência da atual central a biodiesel. Está já em construção uma central fotovoltaica com 30 mil painéis e 22 MWp de potência, associada a um sistema de baterias com 49 MWh de capacidade.
O projeto integra o programa “Mais por Noronha”, liderado pela Neoenergia em parceria com o Governo federal e o estado de Pernambuco, e aposta em redes inteligentes, mobilidade elétrica e microgeração. A primeira fase deverá estar concluída em abril de 2026 e a segunda em 2027.
Durante a apresentação foi ainda inaugurada a primeira central solar flutuante do arquipélago, no reservatório de Xaréu, com 622 kWp de potência, capaz de gerar 1.083 MWh por ano e evitar a emissão de 717 toneladas de CO2.
Galán classificou o projeto como um marco para o Brasil, sublinhando que tornará Fernando de Noronha “um referencial internacional em matéria de autossuficiência, segurança, eficiência energética e cuidado com o meio ambiente”. A Iberdrola prevê investir mais de 7 mil milhões de euros no Brasil nos próximos cinco anos, somando aos 15 mil milhões já aplicados no país em quase três décadas.
Na COP30, o responsável participou ainda num painel sobre transição energética, defendendo mais investimento em renováveis, baterias e redes elétricas, num contexto de crescimento estimado de 50% da procura global de energia na próxima década, segundo a Iberdrola.
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