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Idade do agregado familiar influencia adesão a energia solar fotovoltaica
Estudo da Direção-Geral do Ambiente da Comissão Europeia revela que diferentes faixas etárias apresentam barreiras e motivações distintas para a adoção de painéis fotovoltaicos e modelos circulares de negócio.
25 Set 2025 - 12:24
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A aceitação de sistemas de energia solar fotovoltaica é significativamente influenciada pela idade do agregado familiar, conclui um estudo recente realizado na Bélgica. Apesar de políticas e incentivos se concentrarem frequentemente em fatores económicos e educativos, a idade dos utilizadores tem-se revelado um fator determinante na adoção de soluções de energia sustentável e na integração de práticas de economia circular, conclui a análise da Direção-Geral do Ambiente da Comissão Europeia.
A investigação, que envolveu 2.966 utilizadores e 877 não utilizadores de energia solar fotovoltaica, identificou que a adoção aumenta até aos 65 anos e diminui depois dos 70. Entre os mais jovens, o custo inicial foi o principal obstáculo (37% dos agregados com menos de 45 anos), enquanto nas faixas etárias superiores predominou a perceção de idade avançada como motivo de não adesão.
O estudo evidenciou também diferenças socioeducativas: agregados com menor escolaridade sentiam-se “demasiado velhos” para instalar painéis solares mais cedo do que os de maior nível educativo. Além disso, viver em moradia isolada reduziu a probabilidade de adoção entre os 45 e os 69 anos.
Relativamente a modelos de negócio circulares, como a manutenção de propriedade dos painéis por fornecedores (Product Service Systems – PSS), verificou-se que o interesse diminui com a idade, mas consumidores mais velhos familiarizados com serviços do género mostraram maior abertura à reutilização e manutenção de energia solar fotovoltaica. A redução de riscos técnicos foi o principal valor para todas as idades, enquanto os benefícios ambientais tornaram-se mais relevantes entre os grupos mais velhos.
Os investigadores recomendam políticas diferenciadas por faixa etária, investimento em literacia tecnológica e digital, e estratégias de comunicação claras sobre contratos, especialmente para clientes mais velhos ou agregados sem acesso legal ou técnico à energia solar fotovoltaica, como arrendatários. Modelos de negócio solares devem ainda adaptar o apoio e educação ao cliente, destacando benefícios ambientais e transgeracionais.
O estudo demonstra que a transição para a energia solar e uma economia circular exigem abordagens diversificadas, sensíveis às barreiras e motivações de cada grupo etário, reforçando a necessidade de políticas e estratégias de mercado mais inclusivas e eficazes.
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