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Índia retira candidatura para acolher COP33 em 2028
Decisão inesperada cria incerteza sobre o anfitrião da principal cimeira climática global e é vista como oportunidade perdida para mostrar progressos do país, bem como para defender os interesses do Sul Global.
10 Abr 2026 - 09:18
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Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia | Foto: Wikimedia
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Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia | Foto: Wikimedia
A Índia retirou a sua candidatura para acolher a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas em 2028 (COP33), após uma revisão interna dos compromissos para esse ano.
A decisão foi comunicada a outros países a 2 de abril por um responsável governamental, sem que tenham sido apresentadas explicações públicas, e foram divulgadas em primeira mão pelo jornal britânico Climate Home News. Segundo a imprensa internacional, a Índia comunicou formalmente a retirada através de uma carta enviada a parceiros internacionais no âmbito d a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla inglesa).
A proposta tinha sido anunciada em dezembro de 2023 pelo primeiro-ministro Narendra Modi, durante a COP28 realizada no Dubai, sendo amplamente considerada como a principal candidatura do Grupo Ásia-Pacífico.
Com esta retirada, aumenta a incerteza quanto ao país anfitrião da COP33, que se realizará após a COP31, este ano, na Turquia e a COP32, em 2027, na Etiópia. O sistema de rotação regional das Nações Unidas prevê que a próxima conferência seja organizada por um país da região Ásia-Pacífico.
A Coreia do Sul tem sido apontada como uma possível alternativa. No entanto, o governo central ainda não formalizou qualquer candidatura e admite incertezas quanto à capacidade de organização, uma vez que o país se prepara também para acolher a cimeira do G20 em 2028.
A candidatura indiana tinha recebido apoio internacional, incluindo do grupo BRICS, e fazia parte de uma estratégia para reforçar o papel do país na diplomacia climática global.
Especialistas consideram a decisão uma oportunidade perdida. Harjeet Singh, analista climático, afirmou ao jornal que a Índia perde uma plataforma importante para demonstrar os seus progressos em energias renováveis e mobilidade elétrica, bem como para defender os interesses do Sul Global e exigir maior responsabilidade pelas emissões históricas dos países desenvolvidos.
Apesar da retirada, o governo indiano indicou que continuará a colaborar com a comunidade internacional na ação climática.
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