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Inteligência artificial assume papel central na sustentabilidade empresarial em Portugal

Mais de metade das empresas usa IA preditiva para antecipar riscos climáticos, mas apenas 18% integram agenda ambiental na estratégia de negócio, revela estudo.

20 Jan 2026 - 17:31

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Foto: Freepik

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A sustentabilidade ambiental consolidou-se como prioridade estratégica para 92% das organizações em Portugal, mas a transição do discurso para a prática continua a revelar fragilidades estruturais. De acordo com o “Global Sustainability Barometer“, divulgado pela Kyndryl em parceria com a Microsoft e a Ecosystm, apenas 18% das empresas nacionais conseguiram transformar a agenda ambiental num motor central de inovação e resiliência a longo prazo.

O relatório, que auscultou líderes de 60 organizações portuguesas, expõe que só 67% mantiveram ou reforçaram os objetivos ambientais no último ano. Porém, a tecnologia surge como eixo diferenciador. Três quartos das equipas de tecnologias de informação (TI) lideram iniciativas transversais de sustentabilidade, com 57% das empresas a recorrerem à inteligência artificial (IA) preditiva para antecipar riscos climáticos e avaliar vulnerabilidades na cadeia de fornecedores. Os ganhos económicos são tangíveis, com 83% das organizações a registarem retornos financeiros através da redução de custos operacionais, enquanto 55% utilizam a estratégia ambiental como instrumento de atração e retenção de clientes.

“Estamos a ver cada vez mais líderes a conectar políticas, pessoas e propósito, adotando perceções tecnológicas e Agentic AI, para gerar impacto e não apenas reportar sobre sustentabilidade”, afirma Faith Taylor, vice-presidente sénior de Cidadania Global e Sustentabilidade da Kyndryl. A executiva sublinha que a transição “de conformidade para ação” permite decisões orientadas por dados que fortalecem a resiliência operacional.

Contudo, os obstáculos tecnológicos permanecem. A recolha de dados dispersos por múltiplos sistemas (48%) e a integração com plataformas de análise de negócio (47%) constituem os principais entraves à implementação efetiva de estratégias ambientais. Paralelamente, persiste uma anomalia na governação. Apesar de 83% das organizações reportarem forte articulação entre equipas de TI e sustentabilidade, apenas 40% dos responsáveis ambientais detêm um papel formal na governação tecnológica.

A maturidade digital emerge como fator determinante. Atualmente, 72% das organizações portuguesas mantêm-se classificadas como “Centradas no Legado”, encarando a sustentabilidade como obrigação de conformidade. Em contraste, apenas 10% operam num modelo “Focado na Integração”, onde a agenda ambiental está incorporada na estratégia e nos processos de decisão.

A Agentic AI, sistemas de inteligência artificial capazes de atuar autonomamente para alcançar objetivos específicos, começa a ganhar terreno. Já 30% das empresas em Portugal testam ou implementam casos de uso orientados para resultados de sustentabilidade, sinalizando uma potencial alteração na forma como as organizações conciliam eficiência operacional e compromissos ambientais.

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