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Japão inaugura a segunda central elétrica osmótica do mundo

A energia retirada da mistura de água doce com salgada distingue-se por funcionar de forma contínua, sem depender do clima ou da luz solar como noutras energias renováveis.

22 Set 2025 - 09:48

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

O Japão inaugurou a sua primeira central elétrica osmótica na cidade costeira de Fukuoka, em agosto, dando um passo em direção a uma forma pouco conhecida, mas promissora, de energia renovável.

Esta instalação, a segunda do tipo no mundo, segundo o Instituto de Energia Renovável (REI, na sigla em inglês), foi projetada para gerar cerca de 880 000 quilowatts-hora de eletricidade por ano, o suficiente para ajudar a operar uma fábrica de dessalinização local que fornece água potável para Fukuoka e comunidades vizinhas. Esta produção também poderia abastecer cerca de 220 famílias.

Embora ainda esteja em fase inicial e em escala relativamente pequena, a energia osmótica oferece uma grande vantagem em relação a outras fontes renováveis, segundo o REI: funciona continuamente, sem ser afetada por mudanças no clima ou na luz do dia. Ao extrair energia da mistura de água salgada e água doce, o processo fornece um “abastecimento confiável” 24 horas por dia.

A osmose é um fenómeno natural em que a água se move através de uma barreira semipermeável de uma solução com menor concentração para outra com maior concentração, com o objetivo de equalizar os dois lados.

A osmose é um fenómeno natural em que a água se move através de uma barreira semipermeável de uma solução com menor concentração para outra com maior concentração, com o objetivo de equalizar os dois lados. “De um lado está a água salgada e do outro a água doce. Como o sal não pode atravessar a barreira, a água doce flui gradualmente para o lado mais salgado, diluindo-o no processo. As centrais de energia osmótica aplicam este mesmo processo, posicionando água do mar e água doce em lados opostos de uma membrana especialmente concebida, com a água do mar mantida sob pressão moderada. À medida que a água doce se move para o lado mais salgado, o volume de líquido pressurizado aumenta, criando energia que pode ser capturada”, explica o REI.

Na instalação de Fukuoka, a água do rio ou as águas residuais tratadas são combinadas com água do mar nesta configuração. O aumento de pressão resultante impulsiona parte da água através de uma turbina ligada a um gerador, convertendo o fluxo natural em eletricidade utilizável.

Segundo informação deste instituto, a instalação de Fukuoka é apenas a segunda central osmótica em funcionamento em todo o mundo, depois da primeira construída em 2023 em Mariager, na Dinamarca, pela empresa SaltPower. Projetos-piloto menores também foram testados em países como a Noruega e a Coreia do Sul.

Os desafios da energia osmótica

Embora o princípio por trás da energia osmótica seja simples, colocá-lo em prática em grande escala continua a ser um desafio. Segundo o REI, é necessário o consumo de uma quantidade significativa de energia simplesmente para bombear água para o sistema e movê-la através das membranas.

Porém, estão a ser feitas melhorias na eficiência da bomba e no design da membrana para ajudar a resolver essas limitações.

 

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