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Jean Barroca: Armazenamento “assume papel central” no sistema energético nacional
Crescente incorporação de renováveis traz novos desafios, reconhece o secretário de Estado Adjunto e da Energia, que assegura que será colocada brevemente em consulta pública uma Estratégia Nacional para o Armazenamento de Energia. Recordando o Apagão, que faz nesta terça-feira um ano, Jean Barroca defendeu que “a segurança energética e a transição energética são duas faces da mesma moeda".
27 Abr 2026 - 15:46
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Secretário de Estado da Energia, Jean Barroca | Foto: E-Redes
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Secretário de Estado da Energia, Jean Barroca | Foto: E-Redes
O armazenamento de energia deixou de ser acessório para se tornar estrutural, estando hoje no centro da transformação do sistema energético nacional, defende Jean Barroca, secretário de Estado Adjunto e da Energia.
Numa intervenção no ConvERSE “Armazenagem de Energia: As Baterias e o Armazenamento de Energia Térmica”, organizado pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, Jean Barroca sublinhou que a primeira fase da transição energética foi marcada pela massificação das energias renováveis. Porém, agora “entramos numa etapa mais exigente”, referiu, destacando que “é necessário ter capacidade para integrar, gerir e valorizar a energia de forma mais eficiente, segura e flexível. E é aqui que o armazenamento assume um papel central”.
Com o sistema alicerçado cada vez mais nas energias renováveis, atingindo por vezes os 75% de incorporação no sistema elétrico, o secretário de Estado chamou a atenção para os novos desafios que esta situação acarreta. Nomeadamente, no que toca à variabilidade temporal da produção renovável, à necessidade de garantir a segurança de abastecimento em todos os momentos, e à crescente exigência de flexibilidade do sistema. “Neste contexto, o armazenamento não é apenas uma solução tecnológica, é uma condição necessária para o funcionamento eficiente do sistema elétrico do futuro. Permite armazenar energia quando existe excesso, disponibilizá-la quando há procura, reduzir os custos sistémicos e aumentar a resiliência do sistema”, referiu na sua apresentação.
No que toca à oferta tecnológica de armazenamento, Jean Barroca destacou a importância de ter várias tecnologias complementares, como as baterias eletroquímicas, o armazenamento hídrico por bombagem e o armazenamento por energia térmica, “este particularmente relevante para a descarbonização da indústria”, destacou.
Salientou que o Governo encara a questão do armazenamento como central, tendo canalizado 80 milhões de euros para projetos através do PRR, a que se juntam agora mais 100 milhões de euros aprovados para novos projetos.
Está também em desenvolvimento pelo INESC-TEC uma Estratégia Nacional para o Armazenamento de Energia, que será colocada em consulta pública brevemente, e que pretende assegurar uma abordagem articulada entre o planeamento das redes, a regulação, o desenho de mercado e os instrumentos de apoio ao investimento.
Recordando o Apagão, que faz nesta terça-feira um ano, e a volatilidade dos mercados que se vive atualmente, Jean Barroca defendeu que “a segurança energética e a transição energética são duas faces da mesma moeda, e o armazenamento pode contribuir para alcançar estes dois objetivos: por um lado, descarbonizando os serviços que utilizamos, por outro, aumentando a autonomia do sistema e, em terceiro lugar, reforçando a sua resiliência”. Finalizando que “o armazenamento deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. O desafio não é tecnológico, mas sim de escala e de desenho de mercado”.
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