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Juliano Ferreira: “A Europa não pode surgir como um player hesitante ao nível da sustentabilidade”

O administrador da CMVM revelou que “a maioria das empresas cotadas na Bolsa de Lisboa apresentou voluntariamente relatórios de sustentabilidade relativos a 2024”.

27 Nov 2025 - 15:22

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Juliano Ferreira, administrador da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) | Foto: Jornal PT Green

Juliano Ferreira, administrador da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) | Foto: Jornal PT Green

O administrador da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Juliano Ferreira, revelou nesta quinta-feira que “a maioria das empresas cotadas na Bolsa de Lisboa apresentou voluntariamente relatórios de sustentabilidade relativos a 2024”. O responsável, que falava no encerramento da 1.ª conferência do Jornal PT Green, subordinada ao tema “Green Finance – Desafios do novo enquadramento regulatório e geopolítico”, que decorreu em Lisboa, referiu que “a adoção de requisitos de sustentabilidade representa uma oportunidade para fortalecer a credibilidade e a transparência das organizações”.

“Houve um tempo em que falar de sustentabilidade era uma nota de rodapé nos relatórios e contas. Esse tempo acabou”, afirmou o responsável, defendendo que “a sustentabilidade é o novo sistema operativo da economia” e “uma nova forma de alocar capital”.

Para o supervisor, “o risco climático entrou na valorização dos ativos, no custo de capital e nos deveres fiduciários dos gestores”, acrescentando que “o enquadramento geopolítico mudou sem aviso prévio e mudaram também as condições de navegabilidade da transição para a sustentabilidade”.

Juliano Ferreira considerou que “na Europa, os objetivos do Pacto Ecológico começaram a conviver e a colidir com novas realidades, como a competitividade das empresas ou as questões de Defesa”. Segundo o responsável, “estamos perante uma reorganização estrutural de prioridades. É impossível ignorar aquilo que, nos últimos seis anos, a Europa fez, como só ela sabe fazer: construiu o quadro regulatório mais avançado do mundo, mas também o mais complexo”.

O papel da CMVM enquanto supervisor será definido por quatro vetores: confiança, simplificação, previsibilidade e proporcionalidade, disse Juliano Ferreira, revelando que o supervisor tem “guias rápidos de sustentabilidade, dirigidos às entidades cotadas, que são verdadeiros instrumentos vivos, constantemente atualizados, para ajudar a navegar na regulação”.

O administrador da CMVM afirma que “a Europa não pode surgir como um player hesitante ao nível da sustentabilidade”, referindo o paradoxo de que “menos reporte obrigatório não significa menos escrutínio. O que vai acontecer é que o reporte voluntário vai ganhar relevância, vão crescer os ratings ESG e as questões de governance”.

“A sustentabilidade que não se ligue à estratégia empresarial não passará de mera cosmética. Os relatórios de sustentabilidade têm de ser o sinal vivo do compromisso da empresa com a sua reputação no acesso ao capital”, defendeu Juliano Ferreira.

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