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LIPOR recicla mais em 2025, mas aumento do consumo mantém pressão sobre o sistema de resíduos no Grande Porto
Entidade intermunicipal registou subida de 2,3% em materiais encaminhados para reciclagem multimaterial. Ainda assim, produção de resíduos urbanos aumentou 1,2%.
23 Fev 2026 - 12:10
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Em 2025, a LIPOR encaminhou 71.084 toneladas de materiais para reciclagem multimaterial, um crescimento de 2,3% face ao ano anterior, consolidando a trajetória de aumento da recolha seletiva numa região onde a produção de resíduos voltou também a subir. Os dados constam do balanço anual da entidade intermunicipal responsável pela gestão de resíduos no Grande Porto.
O crescimento da reciclagem foi transversal aos principais fluxos. As Unidades e Plataformas de Triagem receberam 18.222 toneladas de embalagens (+3,7%), enquanto o papel e cartão atingiram 26.115 toneladas (+3,4%). No vidro, foram registadas 23.219 toneladas. No total, o volume de materiais recicláveis recolhidos através de sistemas porta-a-porta, proximidade com acesso condicionado, Ecopontos e Ecocentros fixou-se nas 71 mil toneladas.
A capitação anual estabilizou 122,5 kg por habitante, o indicador que a LIPOR interpreta como sinal de maturidade do sistema de recolha seletiva. Ainda assim, a produção de resíduos urbanos aumentou 1,2% em 2025, acompanhando tendências de consumo que continuam a pressionar o sistema.
No segmento dos biorresíduos, o comportamento foi desigual. A recolha seletiva porta-a-porta e de proximidade totalizou 55.160 toneladas, menos 0,4% do que em 2024. A quebra explica-se pela redução de 2% nos resíduos verdes (26.296 toneladas), que anulou o ligeiro crescimento de 1,1% nos resíduos alimentares, fixados em 28.863 toneladas.
Apesar do aumento da produção de lixo, o modelo integrado permitiu encaminhar 367.460 toneladas para valorização energética. Na Central de Valorização Energética foram produzidos 163.985 MWh de eletricidade, injetados na rede nacional. Apenas 16.742 toneladas tiveram como destino final o aterro.
Segundo a LIPOR, os recicláveis (papel, cartão, plástico, vidro e metais), o composto orgânico e os substratos Nutrimais, produzidos na Central de Valorização Orgânica, bem como a eletricidade exportada, permitiram evitar emissões na ordem das 139.407 toneladas de CO2 equivalente. O valor corresponde, segundo a entidade, às emissões anuais associadas à circulação de cerca de 53.600 automóveis.
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