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Resialentejo reduz deposição de resíduos de 94% para 15%

Empresa destaca queda no envio para aterro e aposta em novo aterro sanitário enquanto o setor dos resíduos enfrenta crise de capacidade em Portugal.

24 Jun 2026 - 18:01

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A empresa intermunicipal Resialentejo, que gere o sistema de tratamento e valorização de resíduos urbanos de oito concelhos do distrito de Beja, reduziu a deposição em aterro para 15%, “muito perto das metas europeias”, anunciou nesta quarta-feira.

Em comunicado, a empresa sediada em Beja explicou que, em 2012, a deposição em aterro de todos os resíduos urbanos que recolhia “situava-se nos 94%”. “Em 2026, esse valor já caiu para 15%, muito perto das metas europeias de 10% até 2030”, frisou a Resialentejo.

Segundo a empresa, “Portugal vive uma emergência ambiental no que diz respeito à capacidade dos aterros sanitários”, uma vez que, anualmente, e de acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, “cerca de três milhões de toneladas de resíduos urbanos têm como destino final o aterro”.

Esse valor “corresponde a mais de metade do lixo produzido” em termos nacionais, indicou.

A Resialentejo frisou que, ao longo dos anos, implementou “uma estratégia que permitiu criar condições técnicas para preparar os resíduos para reciclagem e reutilização, desviando-os do aterro”, o que lhe possibilita apresentar “valores opostos à média nacional” na deposição em aterro.

Relativamente ao encaminhamento de resíduos para reciclagem, a empresa anunciou que “também apresenta resultados acima da média nacional e europeia”, com 65% do lixo recolhido a seguir para reciclagem, o que supera “a meta europeia de 63%, prevista apenas para 2030”.

No comunicado, a Resialentejo revelou também que está a construir um novo aterro sanitário, “antecipando-se à limitação de capacidade” da infraestrutura atual, “cuja esperança de vida útil é de mais dois anos”.

A empresa está a avaliar igualmente a possibilidade, “mediante o cumprimento de critérios rigorosos do ponto de vista legal, económico e ambiental”, de disponibilizar a outros sistemas de gestão de resíduos urbanos “uma pequena percentagem da capacidade disponível na nova infraestrutura”.

Criada em 2004, a Resialentejo é responsável pelo tratamento dos resíduos urbanos dos concelhos alentejanos de Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa.

A empresa serve mais de 86 mil habitantes, numa área geográfica de 6.650 quilómetros quadrados.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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