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ADENE e IAPMEI vão elaborar proposta da Estratégia Industrial Verde
O documento deve fazer um diagnóstico às cadeias de valor nacionais associadas à indústria e ao seu potencial de descarbonização. Estratégia deverá ser entregue até ao final de agosto.
24 Jun 2026 - 15:53
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O Governo entregou à ADENE e ao IAPMEI a elaboração da Estratégia Industrial Verde, que visa criar um enquadramento estratégico para apoiar as empresas do setor industrial na transição energética e reforçar a sua competitividade sustentável, em articulação com as metas de mitigação e neutralidade climática.
Num despacho publicado nesta quarta-feira em Diário da República, o Governo determina que, em articulação com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Direção-Geral da Economia (DGE), o documento deverá ser entregue até 31 de agosto de 2026.
Com horizonte temporal de 2040, a Estratégia Industrial Verde deverá “capturar o valor económico da transição energética e reduzir o défice de produtividade nacional”, segundo se pode ler no despacho assinado pelo secretário de Estado da Economia, João Rui da Silva Gomes Ferreira, e pelo secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Paulo Gil Barroca.
Deverá também utilizar a vantagem competitiva dos custos de eletricidade renovável para mitigar o atual défice de produtividade nacional face à média europeia e reduzir os custos operacionais das empresas.
O Governo quer também que seja dada prioridade à modernização e descarbonização da base industrial existente, visando assegurar a viabilidade económica de setores eletrointensivos e de difícil descarbonização.
A proposta deve também fazer um diagnóstico das cadeias de valor nacionais associadas à indústria e ao seu potencial de descarbonização, incluindo matérias-primas, fontes de energia, infraestruturas e aplicações finais. E fazer uma avaliação do potencial de desenvolvimento tecnológico, industrial e económico das cadeias de valor associadas à industrialização verde, incluindo a análise de arenas estratégicas com maior potencial de atração de investimento.
Também é necessário que sejam identificados fatores e limitações de natureza regulatória, financeira, de qualificações ou infraestrutural que possam afetar o desenvolvimento das cadeias de valor.
O documento deverá ser elaborado ainda auscultando as associações setoriais e deverá ser posteriormente remetido a consulta pública.
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