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Lucro da Galp dispara com investimentos a acelerar a transição energética
Exportações e trading de gás elevam lucro para €407 milhões (+53%), com Sines a liderar a aposta em combustíveis renováveis SAF/HVO e novos projetos de hidrogénio verde.
27 Out 2025 - 08:16
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A Galp registou um resultado líquido ajustado recorde de €407 milhões no 3º trimestre de 2025, um aumento de 53% face ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas exportações de produtos refinados a partir de Sines e pelo aprovisionamento & trading de gás natural.
A recuperação das margens internacionais de refinação permitiu compensar o impacto da desvalorização das cotações do crude. Cerca de metade dos lucros teve origem na produção de petróleo e gás no Brasil, reforçando o peso das operações internacionais no desempenho do grupo.
O resultado ajustado a custo de substituição (RCA) antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) do terceiro trimestre foi de €911 milhões, mais 11% do que os €820 milhões registados no período homólogo de 2024. Quase 80% do Ebitda do 3º trimestre teve origem nas atividades internacionais.
“Estes resultados mostram a solidez dos nossos investimentos e a capacidade de crescer nos diferentes mercados”, afirma a Co-CEO e CFO da Galp, Maria João Carioca. “O desempenho e a eficiência dos nossos vários negócios permite-nos navegar a imprevisibilidade do mundo atual e continuar a investir nas oportunidades que surgem da transformação do nosso setor”, acrescenta no comunicado envido às redações.
A Galp informa que investiu €273 milhões neste período. Dois terços deste montante foram aplicados na aceleração da construção, em Sines, das unidades de produção de hidrogénio verde de 100MW (pioneira a nível europeu) e de biocombustíveis avançados de baixo carbono (HVO/SAF), na modernização da rede de lojas e na expansão da rede de carregamento elétrico e da capacidade dos ativos de produção fotovoltaica.
O restante foi aplicado no Brasil, sobretudo no projeto Bacalhau, na região do pré-sal da Bacia de Santos, que iniciou a produção em outubro “através de uma das maiores e mais eficientes unidades flutuantes de produção offshore (FPSO) do mundo”, eslcarece. Nos nove meses até 30 de setembro, o resultado líquido RCA aumentou 9% para €973 milhões, enquanto o Ebitda caiu 7% para €2,42 mil milhões.
O investimento total nos nove meses foi de €716 milhões, embora o saldo líquido (Net Capex) entre os valores investidos e o encaixe proveniente da alienação de ativos, com destaque para Angola e Moçambique, tenha sido positivo em €93 milhões.
A performance operacional foi determinante no trimestre. Apesar da queda das cotações do petróleo ter reduzido os resultados do Upstream para €464 milhões (-14%), este segmento continuou a representar mais de metade do resultado operacional.
O Industrial & Midstream, que agrupa atividades como a refinação, mas também o Energy Management – que por sua vez inclui as atividades de trading – obteve um Ebitda de €315 milhões. O aumento de 91% em relação ao trimestre homólogo de 2024 mais do que compensou a diminuição de resultados do Upstream.
A área Comercial cresceu 28% no 3º trimestre, atingindo €119 milhões em resultados operacionais, apoiada pela recuperação do mercado espanhol e pela expansão de produtos de conveniência e soluções de energia, que já representam mais de 30% do total. A Galp acelerou ainda a rede de carregamento elétrico, que alcançou mais de 9.000 pontos na Península Ibérica (+64% face a 2024). Já as Renováveis enfrentaram preços mais baixos da energia solar, levando a uma estratégia de otimização da produção e receitas, resultando num Ebitda de €16 milhões, menos 35% do que no período homólogo.
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