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Maior fundo soberano do mundo acusado de reduzir ambições climáticas

Relatório aponta recuo do fundo da Noruega no envolvimento com empresas poluentes, apesar dos objetivos de neutralidade carbónica declarados até 2050.

05 Mai 2026 - 08:54

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Plataforma petrolifera Tyra no Mar do Nort | Foto: Tom Jervis/Wikimedia

Plataforma petrolifera Tyra no Mar do Nort | Foto: Tom Jervis/Wikimedia

O fundo soberano da Noruega, avaliado em cerca de 2 biliões de euros, está a ser acusado de reduzir as suas ambições climáticas junto das empresas em que investe, apesar de declarar o oposto, segundo um novo relatório de uma ONG ambiental ao qual a Reuters teve acesso.

Desde 2022 que o objetivo do fundo soberano da Noruega é que todas as empresas em que investe atinjam emissões líquidas zero de gases com efeito de estufa até 2050, em linha com o Acordo de Paris, abrangendo atualmente cerca de 7200 empresas em todo o mundo.

Para o conseguir, o Norges Bank Investment Management, entidade que gere o fundo, define expectativas para os conselhos de administração das empresas, em matéria climática, vota nas assembleias gerais anuais sobre estas questões e pode desinvestir caso as empresas não correspondam às expectativas.

No entanto, de acordo com um relatório do grupo ambiental Framtiden i Våre Hender (Future in Our Hands), partilhado com a Reuters antes da sua publicação, nesta terça-feira, o fundo não está a cumprir as suas ambições climáticas.

O relatório analisou o registo de votação do fundo no ano passado em 23 votações prioritárias em 12 empresas de exploração de petróleo e gás a montante, como a BP, a Shell, a Petrobras, a Chevron e a ExxonMobil, que estão a expandir a produção de petróleo e gás.

O grupo afirmou que o Norges Bank Investment Management sinalizou desaprovação da gestão em apenas três ocasiões, ao votar contra a reeleição de administradores na Petrobras, ExxonMobil e Chevron.

“O registo de votação do NBIM em 2025 revela uma preocupante falta de envolvimento por parte do maior detentor individual de ativos do mundo relativamente a um risco financeiro fundamental: o risco climático”, afirmou Lucy Brooks, consultora de finanças sustentáveis do grupo, à Reuters. “As votações mais recentes demonstram que este recuo no envolvimento ativo corre o risco de se tornar permanente”, acrescenta.

O fundo afirmou que continua a esperar que as empresas do seu portefólio alinhem as suas atividades com uma trajetória de neutralidade carbónica e que divulguem planos de transição credíveis e com prazos definidos. “No centro dos nossos esforços está o envolvimento para apoiar e desafiar as empresas do nosso portefólio a transformar os seus modelos de negócio rumo a emissões líquidas zero até 2050. Esse trabalho está em curso”, afirmou em comunicado à Reuters. “A votação é apenas uma das várias ferramentas que podemos utilizar”, acrescentou.

Anteriormente, o fundo já tinha afirmado que mantém a pressão sobre as empresas para reduzirem as emissões de gases com efeito de estufa até zero líquido em 2050, “porque o risco climático é risco financeiro”.

 

 

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