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Novo fundo europeu quer mobilizar até €20 mil milhões para infraestruturas sustentáveis em países em desenvolvimento

O Fundo da Iniciativa Global de Obrigações Verdes investe em obrigações emitidas nos mercados primários para atrair investimento e financiar projetos verdes em países parceiros. O fundo será gerido pela Amundi.

24 Abr 2026 - 11:48

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Ursula Von der Leyen | Foto: Comissão Europeia

Ursula Von der Leyen | Foto: Comissão Europeia

A União Europeia e instituições financeiras de desenvolvimento formalizaram o lançamento do Fundo da Iniciativa Global de Obrigações Verdes (GGBI, na sigla em inglês), um novo instrumento de investimento público-privado destinado a mobilizar até 20 mil milhões de euros de capital privado para projetos de infraestruturas sustentáveis em países de baixo e médio rendimento.

O Fundo GGBI é um dos três pilares da Iniciativa Global de Obrigações Verdes, uma iniciativa da estratégia Global Gateway da União Europeia. O seu objetivo é desbloquear até 3 mil milhões de euros em obrigações verdes em países parceiros e ajudar a financiar atividades que apoiem os objetivos climáticos e ambientais.

Com este fundo, “a Europa sublinha a sua liderança no financiamento sustentável. Mobilizaremos milhares de milhões de investimentos privados para os nossos objetivos climáticos e ambientais. Juntamente com os nossos parceiros, estamos a redefinir a forma como o mundo financia o seu futuro”, refere Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
O fundo vai investir exclusivamente em obrigações emitidas nos mercados primários, dando prioridade a emissores pela primeira vez, como governos, autoridades locais e empresas. Pelo menos 20% dos investimentos serão direcionados para os países menos desenvolvidos do mundo, com apoio a obrigações tanto em moeda local como em euros.

Espera-se que o Fundo GGBI atraia até 2 mil milhões de euros de investidores privados europeus e internacionais, alavancando aproximadamente 1 mil milhão de euros em capital próprio de investidores públicos. Deste montante, cerca de 800 milhões de euros serão provenientes de um consórcio de instituições financeiras de desenvolvimento europeias liderado pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), juntamente com o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento e bancos de desenvolvimento de Espanha, Itália, Países Baixos, Alemanha e França.

A Comissão Europeia fornecerá proteção de crédito ao consórcio através da garantia do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Sustentável Plus (EFSD+). Este montante será complementado por contribuições de capital do Governo do Grão-Ducado do Luxemburgo, implementadas através da LuxDev, e, posteriormente, por financiamento adicional esperado do Fundo Verde para o Clima após a finalização do processo de documentação ainda este ano. O fundo será gerido pela Amundi, o maior gestor de ativos europeu.

 

 

 

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