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Mediterrâneo avança com primeiro Plano de Ação Climática regional

A iniciativa foi anunciada durante a 3.ª Semana Verde Mediterrânica da União para o Mediterrâneo. O plano vem reforçar a cooperação entre os 43 países parceiros, face aos crescentes impactos das alterações climáticas.

01 Jul 2026 - 17:28

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

Os quarenta e três países da União para o Mediterrâneo (UfM na sigla inglesa) anunciaram hoje o arranque do desenvolvimento do primeiro Plano de Ação Climática da região, uma iniciativa destinada a reforçar a cooperação face aos crescentes impactos das alterações climáticas. 

O plano, que será desenvolvido ao longo deste ano, pretende alinhar estratégias nacionais, mobilizar financiamento e promover projetos conjuntos para aumentar a resiliência de uma das regiões do mundo mais vulneráveis ao aquecimento global. 

A iniciativa foi anunciada durante a 3.ª Semana Verde Mediterrânica da UfM, realizada entre 30 de junho e 3 de julho de 2026, e representa um passo importante rumo a uma ação regional coordenada em matéria de alterações climáticas.

A União para o Mediterrâneo, composta por todos os países da União Europeia, mais 16 nações parceiras do Norte de África, Médio Oriente e Sudeste da Europa, considera que este plano permitirá transformar compromissos políticos em medidas concretas. Assim, o plano promove uma resposta regional aos desafios climáticos comuns”, segundo comunicado da Comissão Europeia (CE).

“Nenhum país mediterrânico consegue responder sozinho a estes desafios. O novo plano, adaptado às características únicas do Mediterrâneo, pretende fornecer a resposta regional necessária para reforçar a resiliência e acelerar a ação climática”, afirma a Direção-Geral da Ação Climática da União Europeia.

A Comissão Europeia ressalta também que o plano foi apresentado numa altura em que uma vaga de calor histórica assola a Europa, sublinhando “a urgência de reforçar a ação climática e a resiliência” da região.

De acordo com a CE, a região do mediterrâneo está a aquecer 20% mais rapidamente do que a média global e esta realidade expõe ecossistemas e economias, que já estão sob pressão, ao aumento das temperaturas, à diminuição da precipitação, a períodos de seca mais prolongados, à subida do nível do mar e a incêndios florestais mais intensos.

“Embora o plano ainda esteja em fase de desenvolvimento, esta primeira troca de ideias entre os 43 Estados-Membros da UfM constitui um marco importante e abre caminho a uma cooperação concreta que transformará a ambição comum em ação”, acrescenta a Direção-Geral da Ação Climática da União Europeia.

Em 2021, os Ministros do Ambiente e da Ação Climática da UfM adotaram uma Declaração Ministerial através da qual se comprometeram a reforçar a ambição climática, a adaptação e a resiliência, a mobilização de financiamento climático, a gestão sustentável dos recursos naturais e uma transição justa.

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