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Mercado da agricultura vertical deverá quintuplicar até 2032
Inovações em hidroponia, aeroponia e IA impulsionam mercado da “agricultura de ambiente controlado”. América do Norte lidera, enquanto Ásia-Pacífico entra na corrida.
04 Fev 2026 - 09:20
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O mercado global de agricultura vertical deverá atingir os 39,7 mil milhões de dólares (cerca de 37 mil milhões de euros) em 2032, um crescimento de quase cinco vezes face aos 8 mil milhões registados em 2025, segundo um relatório da consultora Maximize Market Research divulgado nesta terça-feira.
A taxa de crescimento anual composta situa-se nos 25,7%, impulsionada pela adoção de sistemas hidropónicos e aeropónicos, pela integração de tecnologias de inteligência artificial (IA) e pela procura crescente de produtos frescos em centros urbanos.
A hidroponia, técnica de cultivo em água enriquecida com nutrientes sem recurso a solo, domina o setor com uma quota de 52% em 2025. Este método destaca-se pela eficiência no uso da água, pelo rendimento por metro quadrado e pela escalabilidade – fatores que o tornam especialmente atrativo para explorações urbanas.
A aeroponia, que fornece nutrientes às plantas através de vapor, emerge como a tecnologia com maior potencial de crescimento. Até 2032, prevê-se que o investimento em torres aeropónicas automatizadas ultrapasse os 2 mil milhões de dólares, sobretudo na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.
Folhas verdes lideram, mas diversificação avança
As culturas de folhas verdes e microvegetais representaram 38% das receitas do setor em 2025, seguidas por ervas aromáticas (25%). Alface, couve e manjericão são as espécies mais cultivadas devido aos ciclos de crescimento rápidos e à procura elevada no mercado.
Empresas como AeroFarms, Bowery Farming e Plenty Unlimited lideram o mercado com explorações automatizadas de vários andares. A Plenty Unlimited e a Bowery Farming posicionam-se para se tornarem líderes globais até 2032, com planos de expansão para contentores agrícolas e sistemas modulares.
Embora o foco permaneça em culturas de elevada margem, começam a surgir experiências com vegetais e bagas em explorações urbanas. Em cidades como Singapura, Tóquio e Nova Iorque, produtores testam morangos, tomates-cereja e pimentos em instalações de contentores e telhados.
A integração de inteligência artificial, sensores IoT e robótica está também a transformar o setor. Empresas como a CropOne Holdings e a Sky Greens utilizam sistemas de controlo climático baseados em IoT e monitorização de nutrientes assistida por IA, reduzindo o consumo de água até 95%.
Já a adoção de energias renováveis, painéis solares e sistemas de reciclagem de água está a reduzir custos operacionais e a atrair investidores focados em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla inglesa).
América do Norte à frente, Ásia-Pacífico acelera
A América do Norte liderou o mercado em 2025 com 30% de quota, beneficiando da procura urbana robusta, adoção tecnológica avançada e financiamento significativo de capital de risco. AeroFarms, Plenty Unlimited e Bowery Farming dominam a “agricultura de ambiente controlado” na região, conforme evidencia a seguradora.
A Europa surge em segundo lugar, impulsionada por políticas de sustentabilidade e centros de inovação nos Países Baixos, Alemanha e Reino Unido. A Ásia-Pacífico é a região de crescimento mais rápido, motivada pela urbanização acelerada e pelo aumento da procura por produtos frescos cultivados localmente nas áreas metropolitanas.
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