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Mini reatores nucleares enfrentam obstáculos e perdem entusiasmo inicial
Mais de 130 tecnologias concorrentes, custos elevados e aumento de resíduos desafiam o futuro dos SMR como solução para a energia limpa.
31 Dez 2025 - 16:11
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Foto: Unsplash
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Os pequenos reatores nucleares modulares (SMR), antes apontados como a grande promessa da energia limpa, enfrentam crescentes dificuldades para se consolidar. Entre os principais obstáculos estão a falta de padronização, dado que atualmente existem quase 130 tecnologias em desenvolvimento, os custos por unidade mais altos do que os das grandes centrais e a produção de resíduos nucleares significativamente superiores.
Mesmo os maiores projetos de SMR, com capacidade de 350 megawatts, são cerca de dez vezes menores que a central britânica de Hinkley Point C, aponta o Financial Times numa análise publicada nesta segunda-feira.
Apesar de exigirem investimentos iniciais menores e terem prazos de construção mais curtos, os SMR possuem alguns dos desafios estruturais das centrais convencionais: três quartos do urânio mundial provêm de poucos países e o enriquecimento está concentrado na Rússia e na China.
Além disso, estudos sugerem que alguns SMR podem gerar até 30 vezes mais resíduos do que os reatores tradicionais, pelo facto de recorrerem a combustíveis e refrigerantes mais reativos.

Imagem: IAEA
O setor também enfrenta incertezas económicas e de mercado. Nos Estados Unidos, empresas como a NuScale, a Oklo e Nano Nuclear Energy sofreram perdas significativas de valor de mercado nos últimos meses. O Financial Times refere também que, no Reino Unido, a Rolls-Royce recebeu autorização para instalar os primeiros SMR ao largo do País de Gales, mas a tecnologia ainda depende de políticas governamentais favoráveis e da comprovação da sua viabilidade técnica.
Outro fator crítico é a procura futura por eletricidade. Melhorias em eficiência, como chips avançados para centros de dados, podem reduzir a necessidade de energia que os SMR pretendem fornecer, evidenciando que indústrias intensivas em capital podem ser rapidamente superadas por tecnologias em rápida evolução.
Embora continuem a fazer parte da solução para conciliar crescimento de eletricidade e descarbonização, os SMR enfrentam uma corrida difícil entre custos elevados, diversidade tecnológica, preocupações ambientais e desafios geopolíticos.
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