5 min leitura
Ministério do Ambiente e Energia cumpre metas do PRR na íntegra com mais de 1,8 mil ME investidos
Para a Ministra, Maria da Graça Carvalho, “o PRR permitiu acelerar uma transformação estrutural do país". Os investimentos abrangeram áreas como eficiência energética, gestão hídrica, bioeconomia, gases renováveis e armazenamento de energia.
07 Set 2026 - 14:32
5 min leitura
Foto: Sara Matos / MAEn
- Governo conclui aquisição de 13,7% do capital da REN
- Zero alerta que ampliação de aterro de resíduos não perigosos em Castelo Branco é “claramente ilegal”
- Gases com efeito de estufa atingem máximo histórico com EUA a liderar o maior aumento absoluto
- Governo rejeita ganhos com combustíveis e anuncia mais poderes para a ERSE
- Nova orgânica do IMT aposta numa mobilidade mais sustentável, intermodal e digital
- Cinco projetos de transição climática e energética entram no Tech Foundry
Foto: Sara Matos / MAEn
O Ministério do Ambiente e Energia concluiu as metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) sob a sua responsabilidade, com um investimento superior a 1,8 mil milhões de euros, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira.
De acordo com o Ministério, as metas previstas foram integralmente cumpridas e, “em vários indicadores, superadas, com investimentos e reformas que deixam resultados concretos no território, nas famílias, nos serviços públicos e na capacidade do país para responder aos desafios climáticos e energéticos”.
Os investimentos abrangeram 51 metas em áreas como eficiência energética e combate à pobreza energética, gestão e resiliência hídrica, bioeconomia e resíduos, gases renováveis, armazenamento de energia, descarbonização dos transportes públicos e economia azul.
“Mais importante do que executar recursos financeiros é garantir que estes se traduzem em resultados. Cumprimos integralmente as metas e, em várias áreas, fomos além dos objetivos estabelecidos. São investimentos que melhoram a vida das pessoas, tornam o território mais resiliente e aceleram a transição energética e melhoram o ambiente”, afirma a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em comunicado do Governo.
Do investimento para estas áreas, a transição energética beneficiou de cerca de 267 milhões de euros em hidrogénio e gases renováveis e de 180 milhões de euros para flexibilidade da rede elétrica e armazenamento de energia, com 100% dos investimentos previstos comprometidos.
Além disso, o PRR permitiu ainda avançar com reformas destinadas a “simplificar e acelerar a implantação das energias renováveis”, incluindo as Zonas de Aceleração das Energias Renováveis, e com estudos sobre 2.000 km² de área para avaliar o potencial da energia eólica offshore.
Os investimentos em hidrogénio e baterias foram ainda enquadrados por Bruxelas no regime grand scheme, o que permite prolongar a sua execução até 2028/2029 e garantir maior robustez na concretização dos projetos.
A eficiência energética foi uma das maiores áreas de investimento, com o PRR a executar cerca de 556 milhões de euros nas habitações, nos edifícios da Administração Pública Central e nos edifícios de serviços.
Foram ainda apoiadas mais de 85 mil habitações através do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis e pagos 20 mil Vales Eficiência, além de 53.600 vouchers E-LAR. Nos edifícios públicos e de serviços, foram renovados mais de 2 milhões de metros quadrados.
Já na gestão da água e resiliência hídrica, foram executados 106 milhões de euros, concentrados no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve.
Numa região “particularmente exposta à seca e à escassez de água”, os investimentos permitiram reduzir perdas nos sistemas urbanos e agrícolas, aumentar a reutilização de águas residuais tratadas e reforçar a capacidade de transferência de água entre diferentes zonas do Algarve, de acordo com o Ministério do Ambiente e Energia.
Nos sistemas urbanos de abastecimento foram intervencionados 204 quilómetros de redes, muito acima da meta mínima de 125 quilómetros, com uma poupança de 2,56 hm³ de água.
Foram ainda concretizadas intervenções em quatro estações de tratamento de águas residuais, com capacidade conjunta para disponibilizar 8 hm³ de água para reutilização por ano, e em hidroagrícolas coletivos que abrangem 10 300 hectares.
A capacidade de transferência de água entre o Sotavento e o Barlavento aumentou em 300 litros por segundo, para um total de 600 litros por segundo, reforçando a flexibilidade e a resiliência do sistema de abastecimento do Algarve.
“O PRR permitiu acelerar uma transformação estrutural do país. Temos casas e edifícios mais eficientes, menos perdas de água, transportes públicos mais limpos e novos investimentos em gases renováveis e armazenamento de energia. Cumprimos as metas, mas o trabalho não termina aqui. Estes investimentos criaram uma base que queremos continuar a reforçar nos próximos anos”, conclui Maria da Graça Carvalho.
Por fim, o PRR apoiou ainda medidas para reforçar a mobilidade sustentável, a bioeconomia e a economia azul. Entre os investimentos, na descarbonização dos transportes públicos, foram alcançados 952 autocarros de zero emissões, elétricos ou a hidrogénio, superando o objetivo global de 860 veículos.
No que diz respeito à bioeconomia e à gestão de resíduos, o PRR mobilizou investimento para o desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos nos setores do têxtil e vestuário, calçado e resina natural, bem como investimentos na reciclagem e valorização de resíduos.
Foram simultaneamente concretizadas reformas estruturais, entre as quais o novo Regime Geral de Gestão de Resíduos e a revisão da Estratégia Nacional para as Compras Públicas Ecológicas.
Na economia azul, o investimento permitiu concretizar a Rede de Polos Azuis, com a construção dos polos “Smart Ocean” de Peniche, Leixões I e Algarve, a renovação do polo de Aveiro e a aquisição de equipamentos para diferentes polos e entidades ligados à economia do mar.
- Governo conclui aquisição de 13,7% do capital da REN
- Zero alerta que ampliação de aterro de resíduos não perigosos em Castelo Branco é “claramente ilegal”
- Gases com efeito de estufa atingem máximo histórico com EUA a liderar o maior aumento absoluto
- Governo rejeita ganhos com combustíveis e anuncia mais poderes para a ERSE
- Nova orgânica do IMT aposta numa mobilidade mais sustentável, intermodal e digital
- Cinco projetos de transição climática e energética entram no Tech Foundry