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Ministro da Economia defende que Portugal deve continuar a controlar refinaria de Sines

Manuel Castro Almeida ressalta, no entanto, que o negócio entre a Galp e a Moeve decorre entre duas empresas privadas. O Estado detém, através da Parpública 8,2% do capital da Galp.

21 Jan 2026 - 12:09

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Foto: Economia e Coesão Territorial/LinkedIn

Foto: Economia e Coesão Territorial/LinkedIn

O ministro da Economia e da Coesão Territorial considerou nesta quarta-feira que seria melhor se a refinaria de Sines continuasse a ser controlada a partir de Portugal, mas reconheceu que as negociações entre Galp e Moeve decorrem entre duas empresas privadas.

“O Governo foi cauteloso, como deveria ser, e a ministra do ambiente também foi cautelosa. Disse que houve vantagens e desvantagens, ou vantagens e inconvenientes. Estamos cientes de uns e de outros. Pode olhar-se para esta operação como um copo meio cheio e meio vazio, é melhor assim do que ficarmos sem refinaria”, disse Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência 10 Anos Conversa Capital, a decorrer em Lisboa.

“Era melhor termos uma refinaria totalmente controlada a partir de Lisboa. Agora, o ponto é este: estamos a falar de negócios entre empresas privadas”, acrescentou o governante sublinhando que a energia é um setor estratégico.

O Estado detém, através da Parpública 8,2% do capital da Galp.

O ministro disse ainda que o dever do Governo “é acompanhar as negociações e procurar, na medida do possível, garantir o máximo de preservação” da soberania em matéria energética.

“Esta é a preocupação que temos de ter. E também vou dizer uma coisa: se queremos exercer bem esta preocupação, quanto menos falarmos publicamente sobre isto, melhor”, vincou.

A solução é, no seu entender, dialogar, persuadir e convencer as pessoas e levá-las a perceber que, “às vezes, o interesse imediato da empresa pode não ser o mesmo que o seu próprio interesse de longo prazo”.

“Haveremos de conseguir uma solução equilibrada que acautele o mais possível o interesse estratégico de Portugal”, vaticinou.

Em causa está o acordo não vinculativo assinado entre a Galp e os acionistas da Moeve (ex-Cepsa) – a Mubadala Investment Company, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, e o fundo norte-americano The Carlyle Group – para avançar com discussões sobre a junção dos respetivos portefólios de ‘downstream’ (refinação, petroquímica e venda de combustíveis) na Península Ibérica.

Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, já veio também dizer que o Governo está a “acompanhar de muito perto” o processo da eventual fusão de negócios de refinação e processamento de petróleo e que este se mantém “otimista” quanto ao seu desfecho.

Por outro lado, a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal, empresa de refinação detida pela Galp, rejeita que a empresa portuguesa vá ganhar dimensão com o negócio. Para os representantes dos trabalhadores, a situação é de um copo meio vazio, com “a perda de influência sobre o que resta do aparelho refinador que ainda garante a soberania nacional” e “a incapacidade de Portugal conseguir produzir a totalidade dos combustíveis sólidos e gasosos de que necessita”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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