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Nova linha do Metro do Porto para Gondomar avança para consulta pública

Estudo prévio está em consulta pública até 15 de setembro. Linha entre o Estádio do Dragão e o Souto inclui túneis, viadutos e um investimento financiado pelo Sustentável 2030, com obras previstas para durar três anos.

05 Ago 2026 - 14:36

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Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

O estudo prévio da nova linha do Metro do Porto entre o Estádio do Dragão e o Souto, em Gondomar, entrou nesta quarta-feira em consulta pública até dia 15 de setembro, estando os documentos disponíveis no portal participa.pt.

“A Linha Dragão – Souto tem um desenvolvimento de aproximadamente 6,9 km de extensão, com troços à superfície, enterrados (túneis) e também em viaduto”, incluindo nove estações: São Roque, Cerco, Parque Oriental, Lagoa, Valbom, Hospital Fernando Pessoa, Cosme Ferreira Castro, Oliveira Martins e Souto, de acordo com o resumo não técnico hoje publicado no portal de consultas públicas.

O projeto inclui ainda a construção de três túneis entre o Estádio do Dragão e São Roque, entre Lagoa e Valbom e no Hospital Fernando Pessoa, além de um viaduto de 125 metros sobre o rio Torto, no troço entre o Parque Oriental e Lagoa.

“Existem 2 alternativas para o desenvolvimento da linha”, que “apenas diferem no troço entre as estações Parque Oriental e Lagoa”, com a alternativa 1 a considerar a “construção de um túnel (Túnel Parque Oriental – Lagoa) entre as 2 estações” e a alternativa 2 uma ligação à superfície.

O troço Dragão – São Roque “é feito na sua totalidade em túnel – Túnel Dragão – São Roque, à exceção da parte antes de chegar à estação São Roque, que será em trincheira” e estará localizada na Alameda de Cartes, e até ao Cerco será feito à superfície “pelo canteiro central da Avenida Cidade de León”, localizando-se a estação Cerco “a cerca de 350 metros da estação São Roque”, no separador central da Avenida da Cidade de Léon, logo após a rotunda que liga à Alameda de Cartes.

Depois, o traçado “passa o separador central da rotunda que liga a Avenida Cidade de Léon à Avenida Francisco Xavier Esteves, onde se situa a Estação Parque Oriental”, num troço a céu aberto, aqui existem as duas alternativas de traçado (em túnel ou à superfície), estando a estação Lagoa, já em Gondomar, “localizada no lado norte do cruzamento entre as ruas Luís de Camões [Estrada Nacional 209] e Capela da Lagoa”, sendo edificada em trincheira, “permitindo um acesso adequado às plataformas através de escadas e elevadores, facilitando o arranque do troço subterrâneo”.

Esse troço, até Valbom, será feito parcialmente em túnel “sob a Rua Luís de Camões, Rua António Sérgio e Travessa António Sérgio, passando depois sob as zonas urbanas da freguesia de Valbom”, bem como a Rua Eng. Mário Giesta, voltando à superfície a partir da Rua das Cavadinhas, até à estação Valbom.

A estação estará “localizada nas traseiras das Ruas Professora Georgina Nuno Neves Duarte e Pinheiro D’Aquém”, seguindo depois a linha até ao Hospital Fernando Pessoa, passando sob a autoestrada A43 até entrar na estação do hospital, que inclui uma pequena praça.

Até à estação Cosme Ferreira Castro, o trajeto é novamente em túnel à exceção de uma parte final, localizando-se a estação na rua com o mesmo nome, seguindo depois para a estação Oliveira Martins, no eixo da avenida homónima.

Finalmente, até ao Souto, “o traçado contorna à esquerda, entrando na Rua da Igreja, onde segue, atravessando o troço central da rotunda da Rua da Igreja com a Avenida 25 de Abril”, chegando até à Praça da República.

A estação Souto ficará junto ao atual terminal rodoviário, e “o projeto prevê uma reconfiguração integral que integra a área ferroviária com o espaço público, criando uma praça multifuncional onde coexistem de forma complementar os usos de mobilidade e os de permanência dos cidadãos”, incluindo áreas de lazer e descanso, um edifício de apoio para os motoristas de autocarro, uma sala de recreação destinada à comunidade e uma loja Andante.

Estão previstos três anos de obra e, em janeiro, o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, disse que o concurso para conceção e construção da linha será lançado este ano.

A linha já tem financiamento assegurado através do programa de fundos europeus Sustentável 2030, que tem 225 milhões de euros para esta linha e para a da Trofa.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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