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OCDE lança base de dados que expõe fragilidades nas políticas climáticas globais

Ferramenta reúne 1.600 instrumentos de mitigação de carbono de 38 países, enquanto retrata disparidades na ação governamental contra as alterações climáticas.

18 Dez 2025 - 09:12

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

O Fórum Inclusivo sobre Abordagens de Mitigação de Carbono (IFCMA, na sigla inglesa) apresentou a primeira edição de uma base de dados que pretende radiografar, com rigor, a forma como os governos enfrentam, ou falham em enfrentar, as alterações climáticas através de medidas políticas. Portugal ainda não consta da lista de países no sistema.

A ferramenta, que compilou informações validadas sobre 1.600 instrumentos de política climática na mitigação do carbono em 38 dos 60 países envolvidos, oferece uma panorâmica detalhada das estratégias adotadas a nível nacional. Inclui informações sobre subsídios, impostos, mercados de carbono, normas tecnológicas, regulamentos-quadro e sistemas de rotulagem.

Pela primeira vez, os países podem classificar e comparar políticas de mitigação climática segundo critérios uniformes, graças à Tipologia IFCMA acordada no ano passado.

Esta nova base de dados “fornece aos decisores políticos dados comparáveis sobre diferentes abordagens de mitigação de carbono adotadas em países de todo o mundo”, descrevey o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, no lançamento oficial. A retórica institucional, contudo, não esconde o objetivo subjacente de identificar lacunas, sobreposições e ineficiências que comprometem o impacto global das políticas nacionais de redução de emissões.

A plataforma, acessível através de um painel online, disponibiliza ao público e aos governos informação granular sobre mais de dez mil subprogramas de política, todos revistos e validados pelos países em estreita colaboração com a OCDE. Este nível de detalhe permite detetar redundâncias entre instrumentos, avaliar oportunidades de reforma e questionar a eficácia real dos chamados “pacotes de políticas” que muitos governos apresentam como resposta às metas climáticas.

O IFCMA, criado há três anos, congrega especialistas em políticas climáticas, económicas e fiscais de mais de 60 países. O fórum ambiciona otimizar o impacto da redução de emissões através da partilha de dados, aprendizagem mútua e diálogo multilateral. A base de dados continuará a expandir-se, incluindo novos instrumentos e países.

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