3 min leitura
Pacto para os Plásticos aponta a 70% de reciclagem até 2030 e quer eliminar descartáveis problemáticos
Iniciativa reúne 115 entidades em Portugal e apresenta novas metas para acelerar a economia circular, após progressos considerados relevantes, mas ainda insuficientes.
27 Abr 2026 - 17:43
3 min leitura
Foto: Freepik
- Pacto para os Plásticos aponta a 70% de reciclagem até 2030 e quer eliminar descartáveis problemáticos
- Atlante lança plataforma para gestão de carregamento de frotas elétricas empresariais em Portugal
- Jean Barroca: Armazenamento “assume papel central” no sistema energético nacional
- Países mais “limpos” poupam milhares de milhões na fatura elétrica apesar da volatilidade do gás
- Galp afasta alarme no abastecimento de combustíveis e defende que fusão com Moeve reforça resposta em crise
- C2 Capital entra na Adventech com 3 ME para reforçar tratamento de águas residuais industriais
Foto: Freepik
O Pacto Português para os Plásticos definiu novas metas para 2030, com a ambição de transformar o setor e acelerar a transição para uma economia circular. O objetivo mais exigente passa por elevar a taxa de reciclagem de embalagens de plástico para 70%, quase duplicando o valor atual, que se situa nos 39%.
O anúncio foi feito na apresentação do 5.º Relatório de Progresso, que faz um balanço dos resultados alcançados até agora. Entre os avanços mencionados, cerca de 60% dos plásticos de uso único considerados problemáticos ou desnecessários já foram eliminados, enquanto 66% das embalagens colocadas no mercado são recicláveis e 5% reutilizáveis. A incorporação média de plástico reciclado em novas embalagens atingiu os 18%.
Apesar dos progressos, o relatório sublinha que a transformação do setor permanece “desafiante” e exige aceleração. As novas metas estruturam-se em três eixos: “reduzir, circular e mobilizar”.
No que toca à redução, o compromisso é eliminar todos os plásticos de uso único problemáticos e apostar no ‘ecodesign’ para tornar as embalagens mais eficientes. Na vertente circular, além da meta de reciclagem, pretende-se garantir que 100% das embalagens são reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, e aumentar para 30% a incorporação de plástico reciclado. Já o eixo de mobilização aposta na sensibilização e envolvimento de empresas, entidades públicas e cidadãos para a adoção de práticas mais circulares.
Para a coordenadora do pacto, Patrícia Carvalho, as novas metas “traduzem uma ambição reforçada e, sobretudo, a necessidade de acelerar a ação”. Este “é um compromisso coletivo que exige resultados concretos e mensuráveis em toda a cadeia de valor”, adiciona, citada em comunicado.
“A definição de objetivos claros e alinhados a nível global é essencial para impulsionar a transição para uma economia circular para os plásticos”, rematou Andrea Cantu, da Fundação Ellen MacArthur, uma das entidades responsáveis por gerir a rede global de pactos semelhantes.
A iniciativa, que integra 115 entidades, insere-se então nessa rede global de pactos dedicados à economia circular e procura evitar que os plásticos se transformem em resíduos ou poluição, mantendo-os na economia pelo maior tempo possível.
- Pacto para os Plásticos aponta a 70% de reciclagem até 2030 e quer eliminar descartáveis problemáticos
- Atlante lança plataforma para gestão de carregamento de frotas elétricas empresariais em Portugal
- Jean Barroca: Armazenamento “assume papel central” no sistema energético nacional
- Países mais “limpos” poupam milhares de milhões na fatura elétrica apesar da volatilidade do gás
- Galp afasta alarme no abastecimento de combustíveis e defende que fusão com Moeve reforça resposta em crise
- C2 Capital entra na Adventech com 3 ME para reforçar tratamento de águas residuais industriais