3 min leitura
Governo prevê aprovar estratégia nacional para resíduos em maio
Temos é de nos prepararmos para, eventualmente, tratarmos e melhorarmos a qualidade de serviço, [...] para termos preços e valores que sejam cada vez mais comportáveis”, referiu o secretário de Estado do Ambiente.
23 Abr 2026 - 17:43
3 min leitura
Foto: Freepik
- Atum sustentável cresce em Portugal e vendas com certificação MSC sobem 153%
- Painel da ONU para o Clima quer ouvir governos e especialistas sobre políticas climáticas urbanas
- Presidente da Repsol considera refinação estratégica para a Europa e pede menos barreiras ao investimento
- Tarifa social e apoios à mobilidade elétrica em Portugal em catálogo de boas práticas energéticas da UE
- Empresários de Coimbra querem alívio fiscal para conter impacto dos combustíveis
- Organizações questionam inclusão de projetos portugueses de lítio na lista estratégica da UE
Foto: Freepik
O secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, anunciou nesta quinta-feira, em Palmela, que o Governo prevê aprovar durante o mês de maio a estratégia nacional para os resíduos.
Após uma reunião com o Conselho Metropolitano de Lisboa, em Palmela, o secretário de Estado disse que “o Governo está a preparar uma estratégia nacional para os resíduos” e que, após essa aprovação, que espera aconteça no próximo mês, haverá “mais caminho para fazer”.
“Temos é de nos prepararmos para, eventualmente, tratarmos e melhorarmos a qualidade de serviço, para podermos reduzir substancialmente aquilo que são os impactos e aquilo que é a complexidade do processo, para termos preços e valores que sejam cada vez mais comportáveis”, acrescentou.
O secretário de Estado do Ambiente falava à agência Lusa após a reunião com os autarcas dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, que classificou como “muito construtiva”. “Vou daqui satisfeito, porque encontrei nos municípios da Área Metropolitana de Lisboa vontade de fazer, apesar da complexidade, apesar da atividade ser difícil. Apesar de tudo isso, nós temos caminho para fazer”, sublinhou o governante.
Sobre os preços praticados pelos operadores da gestão de resíduos, que os municípios consideram incomportáveis, o secretário de Estado lembrou que as tarifas são avaliadas pelo regulador, reafirmando a ideia de que uma melhor organização do sistema poderá reduzir impactos e encargos para os utilizadores.
O presidente do Conselho Metropolitano e da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que a prioridade dos municípios passa por reforçar a escala metropolitana na gestão de resíduos, defendendo uma solução semelhante à do atual modelo adotado na mobilidade.
“Deveríamos ter também uma grande empresa da área dos resíduos, para que essa empresa gerisse, a nível metropolitano, porque hoje o que temos é uma fragmentação. E a fragmentação normalmente não dá bom resultado”, acrescentou.
Em declarações à agência Lusa, o autarca defendeu ainda que os municípios devem ter um papel maioritário numa futura solução, argumentando que os desafios ambientais “não têm fronteiras” e exigem “uma resposta coordenada à escala da Área Metropolitana de Lisboa”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Atum sustentável cresce em Portugal e vendas com certificação MSC sobem 153%
- Painel da ONU para o Clima quer ouvir governos e especialistas sobre políticas climáticas urbanas
- Presidente da Repsol considera refinação estratégica para a Europa e pede menos barreiras ao investimento
- Tarifa social e apoios à mobilidade elétrica em Portugal em catálogo de boas práticas energéticas da UE
- Empresários de Coimbra querem alívio fiscal para conter impacto dos combustíveis
- Organizações questionam inclusão de projetos portugueses de lítio na lista estratégica da UE