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Falta de informação é principal barreira para consumo sustentável dos portugueses

Novo estudo da Escolha Sustentável revela que que 89% dos consumidores consideram que os compromissos ambientais das empresas têm impacto no seu processo de decisão entre marcas. Falta de informação e preços elevados são as principais barreiras.

16 Jun 2026 - 14:00

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Foto: Adobe Stock/Surasak

Foto: Adobe Stock/Surasak

Os portugueses mostram-se cada vez mais comprometidos com a economia circular, mas continuam a enfrentar obstáculos para consumir de forma mais sustentável. Um novo estudo da Escolha Sustentável revela que 95% dos portugueses já adota práticas circulares, embora a falta de informação e os preços elevados sejam apontados como as principais barreiras. 

O estudo sobre tendências e hábitos de sustentabilidade no consumo lançado nesta terça-feira mostra ainda que 89% dos consumidores consideram que os compromissos ambientais das empresas têm impacto no seu processo de decisão entre marcas, mas 27% considera que as empresas não comunicam de forma suficientemente clara e transparente as suas iniciativas de sustentabilidade .

De acordo com o inquérito, a maioria dos portugueses já ouviu falar do conceito de economia circular e identificam potencial para adoção de práticas circulares em áreas como o vestuário, a alimentação, a tecnologia e o mobiliário. 

Neste sentido, os inquiridos destacam práticas como reutilização de embalagens (80%), a reparação de equipamentos (68%) e o aproveitamento de sobras alimentares (67%), entre os hábitos mais comuns. Mais de metade dos entrevistados reconhece que estas práticas serão uma necessidade nos próximos anos, ao mesmo tempo que 40% refere ainda evitar regularmente a compra de produtos descartáveis.

Apesar desta evolução no setor, continuam a existir obstáculos à adoção de hábitos de consumo mais sustentáveis. Segundo o estudo, a falta de informação clara sobre produtos sustentáveis (65%) e o preço elevado (61%) destacam-se como as principais barreiras identificadas pelos portugueses. 

Ainda assim, a disposição para investir em produtos sustentáveis é considerável, já que 37% dos portugueses declara estar disposto a pagar um preço superior por artigos sustentáveis e 54% dos inquiridos admite fazê-lo dependendo da categoria do produto. 

Já na decisão de compra,  75% dos entrevistados valorizam especialmente a durabilidade dos produtos, enquanto 57% valorizam a possibilidade de reciclagem. Em contrapartida, as áreas da tecnologia (49%) e dos transportes (45%) são ainda aquelas onde os portugueses sentem maiores dificuldades em adotar comportamentos mais sustentáveis.

O papel das marcas surge também como um aspeto central na promoção da economia circular, com 97% dos inquiridos a considerar importante que as empresas adotem práticas de economia circular, como a disponibilização de produtos reutilizáveis, incentivos à devolução e reutilização de artigos e a redução de embalagens.

O inquérito conclui ainda que houve “uma mudança no paradigma” no que diz respeito à reutilização e compra de produtos em segunda mão. Três em cada quatro entrevistados já vendeu, comprou ou trocou artigos usados através de plataformas digitais, enquanto 83% considera que a compra em segunda mão é hoje socialmente aceite.

As candidaturas para a edição de 2027 do Prémio Escolha Sustentável da ConsumerChoice já estão abertas para todas as marcas que pretendam concorrer para alcançar esta certificação, no site do concurso.

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