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Parques eólicos ‘offshore’ em Viana do Castelo e Figueira da Foz podem gerar 674 milhões de euros
Estudo das associações empresariais prevê ainda que estes parques possam criar até 9400 empregos na fase de construção, impactar a qualidade dos ordenados e aumentar a população residente.
27 Jan 2026 - 16:54
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Foto: Adobe stock/leungchopan
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Os parques eólicos ‘offshore’ de Viana do Castelo e da Figueira da Foz podem gerar 674 milhões de euros por ano e criar até 9.400 empregos na fase de construção, de acordo com um estudo das associações empresariais. O documento, a que a Lusa teve acesso, destaca ainda que os projetos terão impacto na qualidade dos salários e poderão contribuir para o aumento da população residente nas regiões envolvidas.
“As estimativas […] apontam um potencial de impacto económico agregado anual da ordem dos 127 milhões de euros de aumento no volume de negócios das empresas da região de Viana do Castelo, e de 547 de aumento no volume de negócios no tecido empresarial da região da Figueira da Foz”, descreve o estudo Impacto dos Parques de Energia Marítima Offshore na Estrutura Empresarial das regiões de Viana do Castelo e Figueira da Foz.
O documento, que vai ser apresentado na quarta-feira em Viana do Castelo, conclui que os impactos socioeconómicos estimados apontam para a criação, na região de Viana do Castelo, de entre 1.300 a 1.400 empregos na fase de construção, para além de 120 empregos na fase operacional.
Na zona da Figueira da Foz, “estima-se a criação de 7.500 a 8.000 empregos na fase de construção, e mais de 700 empregos nos 25 anos de exploração do parque eólico”, acrescenta o estudo, promovido pela Associação Empresarial de Viana do Castelo – Câmara de Comércio e Indústria e pela Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz.
Estas estimativas “dizem respeito ao valor global de criação de novos empregos na região (até 100 quilómetros, ou com tempo de viagem de superior a uma hora), sendo que os novos empregos que surgirão em cada um dos concelhos (Viana do Castelo e Figueira da Foz) deverão corresponder a cerca de metade destes valores”, explica.
Os investimentos associados “deverão superar 3.000 milhões de euros em Viana do Castelo e os 15.000 milhões de euros, no caso da Figueira da Foz”, acrescenta.
As associações esclarecem que o estudo partiu da “recente aprovação do PAER (Plano de Afetação de Espaço Marítimo para Energias Renováveis Offshore)” e tem por base “a envolvente contextual, transacional e socioeconómica que estará na base dos efeitos esperados de implementação dos dois parques eólicos offshore de Viana do Castelo (800 MW) e da Figueira da Foz (4,6 GW)”.
O documento assinala que os “impactos de novos empregos serão ainda mais relevantes sobre o indicador Trabalhadores por Conta de Outrem, sobretudo no concelho da Figueira da Foz, onde a estimativa aponta para um aumento de 26%”.
“Será expectável que a qualidade do emprego e a remuneração dos novos empregos a criar seja elevada, podendo ter um efeito de contaminação e de fazer evoluir o índice de remuneração geral nos dois concelhos”, destaca.
O estudo identificou também “importantes” impactos ao nível do aumento da população residente.
As estimativas referem um aumento de população no concelho de Viana do Castelo da ordem dos mil novos residentes na fase de construção, que depois estabilizará em torno de 200 a 300 novos residentes na fase de operação e manutenção.
No caso do concelho da Figueira da Foz, o impacto sobre a população residente “poderá ser muito significativo”.
Está em causa uma perspetiva de “aumento entre 5.000 a 9.000 pessoas, com maior incidência nos três primeiros anos da construção”, estabilizando depois “em torno dos 3.000 novos residentes”.
“A verificarem-se estas projeções, é evidente que poderá haver outros impactos sociais a ter em atenção, relativos ao preço das casas e oferta de habitação, trânsito e serviços públicos (escolas, creches, hospitais, segurança, transportes), e a necessidade de monitorizar outros impactos prováveis relativos a aumento de residentes estrangeiros, descaracterização das cidades e/ou dos seus perfis turísticos e identitários”, alerta a investigação.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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