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Petrobras quer arrancar com produção de petróleo perto da foz do rio Amazonas em sete anos

O poço onde foi detetada a presença de petróleo e gás é operado a 100% pela Petrobras e está localizado na área conhecida como Margem Equatorial

17 Ago 2026 - 09:37

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Foto: Unsplash

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A Petrobras, empresa estatal brasileira, prevê iniciar a produção de petróleo nas imediações da foz do rio Amazonas dentro de sete anos, estimou hoje a presidente da empresa, Magda Chambriard.

A empresa — controlada pelo Estado brasileiro, mas de capital aberto — anunciou na sexta-feira a descoberta de hidrocarbonetos a cerca de 175 quilómetros da costa do Amapá, região onde o Amazonas desagua no oceano, e a uma profundidade de água com 2.886 metros de profundidade.

Em entrevista à GloboNews, Chambriard afirmou que a descoberta é “absolutamente significativa” para manter a posição do Brasil como um “polo geopoliticamente importante no panorama petrolífero mundial na próxima década”.

“Imagino que o Amapá (no norte) possa ver a produção de petróleo em águas ultra-profundas dentro de seis ou sete anos”, estimou.

O poço onde foi detetada a presença de petróleo e gás é operado a 100% pela Petrobras e está localizado na área conhecida como Margem Equatorial, uma vasta zona já explorada pelos vizinhos Guiana e Suriname.

A Petrobras confirmou a descoberta em território brasileiro através de “registos elétricos e indícios na rocha”, informou a empresa em comunicado.

A petrolífera informou ainda que as operações de perfuração no poço conhecido como ‘Morpho’ estão em curso para dar continuidade à “avaliação exploratória, com segurança e respeito pelo ambiente e pelas pessoas”.

A exploração na bacia sedimentar da foz do Amazonas faz parte da estratégia da Petrobras de “repor as suas reservas de petróleo e gás” para “atender à procura nacional de energia durante a transição energética”.

O Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — que se recandidatará este ano — tem defendido as operações da Petrobras na região, que só se iniciaram após a obtenção de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em outubro de 2025.

No entanto, várias organizações ambientais, como a Greenpeace e a WWF, alertaram para os graves riscos socioambientais associados à exploração de petróleo em campos ‘offshore’ junto à foz da Amazónia — uma região de elevado valor biológico.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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