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Portugal à frente na inovação com PRR, mas risco de estagnação após 2026 preocupa

Agendas Mobilizadoras impulsionam empresas, mas especialistas alertam que sem financiamento nacional estável o progresso pode ser efémero. Investimento em I&I na UE ascende a 55,6 mil milhões de euros, com quase metade dedicado à transição verde.

10 Out 2025 - 17:13

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Foto: Freepik

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Portugal é hoje o país da União Europeia que mais apostou na Investigação e Desenvolvimento (I&D) através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Cerca de 17% do total do PRR português está direcionado para a investigação e inovação, a maior proporção entre os países do mesmo grupo e quase o dobro da média europeia (9%). Mas o futuro levanta dúvidas. O apoio europeu termina em 2026, e ainda não existe um plano nacional de financiamento plurianual que assegure a continuidade das medidas, aponta o mais recente estudo da Comissão Europeia.

As Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, financiadas pelo PRR, envolvem mais de 1 200 entidades e representam 7,8 mil milhões de euros em investimento. O impacto já se faz sentir, com crescimento no setor automóvel, cadeias de abastecimento mais sólidas e uma maior aproximação entre universidades e empresas. Entre 2021 e 2023, o investimento em I&D financiado plano foi 1,6 vezes superior ao orçamento nacional dedicado à ciência e inovação, um peso sem paralelo entre os Estados-membros.

Gráfico Comissão Europeia: Parcela da dotação do MRR para I&D em relação à dotação do GBARD entre 2021 e 2023, por Estado-Membro.

Inovação ganha terreno na UE com Portugal a destacar-se

No conjunto da União Europeia, o investimento em Investigação e Inovação (I&I) ascende a 55,6 mil milhões de euros, com quase metade dedicado à transição verde. Países como a Alemanha e a Finlândia continuam na liderança, mas Portugal, Eslováquia e Letónia destacam-se entre os que mais reforçaram o peso da inovação nas suas economias. Segundo o relatório, o PRR português é um dos que mais apostam em parcerias público-privadas e na cooperação entre ciência e empresas, áreas que representam cada mais de três mil milhões de euros.

A estratégia portuguesa de I&I foi desenhada num modelo centralizado e tem sido elogiado em Bruxelas. Os resultados indicam mais investigadores contratados, equipamentos modernizados e uma subida da taxa de sucesso de Portugal no programa Horizonte Europa. No entanto, o súbito aumento dos recursos financeiros criou uma forte concorrência por talento qualificado, enquanto os procedimentos de contratação pública continuam a atrasar projetos.

Uma dificuldade recorrente mencionada pelos organismos de coordenação do MRR e pelos ministérios foi o desafio de medir os resultados científicos e acompanhar o impacto da inovação. A medição do impacto foi considerada prematura, uma vez que muitos projetos ainda estão em curso ou em fases iniciais (Portugal, Áustria, Eslovénia).

Sustentabilidade em causa

A Comissão Europeia reconhece os progressos de Portugal, mas avisa que a sustentabilidade é o grande teste. A ausência de um financiamento de base permanente, para apoiar estruturas como os CoLABs e os Centros de Transferência de Tecnologia, poderá comprometer as receitas obtidas.

Ainda assim, o país é hoje um dos exemplos mais citados de modernização do ecossistema científico e empresarial. A ligação entre universidades e empresas, sobretudo nas áreas da energia, espaço e agroindústria, é uma das histórias de sucesso do PRR português.

 

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