Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Portugal entre os líderes europeus com 75% de produção elétrica renovável até julho

O país ocupa o quarto lugar entre os países europeus analisados na incorporação de renováveis na produção elétrica. Julho foi o primeiro mês em que o solar fotovoltaico liderou o mix de geração, com 25,8%.

11 Ago 2026 - 11:02

4 min leitura

Foto: Adobe Stock

Foto: Adobe Stock

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis atingiu 75% do total em Portugal Continental nos primeiros sete meses de 2026, colocando o país no quarto lugar entre os países europeus analisados, segundo o boletim de julho da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), ficando apenas atrás da Noruega (97,3%), da Dinamarca (94,3%) e da Áustria (78,9%).

De acordo com a APREN, entre janeiro e julho, as fontes renováveis foram suficientes para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade em Portugal Continental durante 694 horas não consecutivas, o equivalente a cerca de 29 dias completos.

O mês de julho ficou ainda marcado pela liderança inédita da energia solar fotovoltaica no mix de geração elétrica. A tecnologia assegurou 25,8% da produção, ultrapassando a hídrica, com 21%, e a eólica, que representou 17,7%.

A associação destaca que julho “ficou marcado por um feito notável para o setor energético nacional”, com a energia solar fotovoltaica a liderar pela primeira vez a produção de eletricidade em Portugal, representando 25,8% do total do mix de geração.

Recorde-se que a REN também já havia avançado que, no mês de julho, o solar assumiu pela primeira vez a liderança no abastecimento do sistema elétrico nacional. Segundo a REN, num mês em que as fontes renováveis asseguraram 53% do consumo, a energia solar foi responsável por 19%, seguindo-se a hídrica, com 16%, a eólica, com 13%, e a biomassa, com 5%.

No mercado elétrico, o preço médio do MIBEL em Portugal fixou-se em 57,3 €/MWh no acumulado dos primeiros sete meses, posicionando o país “entre os mercados com eletricidade mais competitiva na Europa”, segundo a APREN. Este contexto regista uma descida média de 10,0% face ao preço homólogo de 2025.

Entre janeiro e julho, a produção renovável permitiu a Portugal evitar a importação de 667 M€ em gás natural e de 374 M€ em eletricidade. Na vertente ambiental, pouparam-se 423 M€ em licenças de emissão de CO₂, o que se traduz em 6,1 MtCO₂eq de emissões evitadas para a atmosfera, adianta ainda a associação.

Susana Serôdio, coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, destaca que “o mês de julho representa um marco histórico para o nosso sistema elétrico. O facto de a energia solar ter assumido a liderança na produção de eletricidade reflete o dinamismo e a forte aposta que tem sido feita nesta tecnologia. Contudo, para continuarmos a bater recordes e potenciarmos o papel fundamental do solar e das restantes fontes limpas, é urgente acelerar os processos de licenciamento e desenvolvimento de novos projetos renováveis em Portugal pois é o único caminho para garantirmos a transição energética do país de forma competitiva, sustentável e sem atrasos”.

No final de junho de 2026, as fontes renováveis representavam já 79,5% do total da capacidade instalada em Portugal. Desde 2016, a capacidade renovável aumentou em 9 143 MW, o que equivale a um crescimento de 68,2%.

Geotérmica em destaque nos Açores e hídrica na Madeira

O boletim deste mês apresenta ainda uma edição especial dedicada ao balanço do primeiro semestre (janeiro a junho) nas Regiões Autónomas. Na Região Autónoma da Madeira, a eletricidade de origem renovável representou 46,1% da geração elétrica acumulada nos primeiros seis meses do ano. Num total de 488,9 GWh gerados, as tecnologias que mais contribuíram para este valor no arquipélago foram a hídrica (19,5%) e a eólica (16,7%).

Por sua vez, na Região Autónoma dos Açores, a incorporação renovável situou-se nos 31,5% do total gerado durante o mesmo período (437,8 GWh). Neste arquipélago, a energia geotérmica manteve o seu papel de destaque no mix elétrico, sendo responsável por 18,8% da produção, seguida pela tecnologia eólica com 7,8%.

 

 

 

 

 

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade