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Portugal entre países que alertam UE para não alterar estrutura do mercado energético
Carta enviada a Bruxelas aponta que dependência do gás importado é principal causa dos preços elevados e não a conceção do mercado da energia. Defendem aposta nas renováveis como alternativa.
05 Mar 2026 - 17:01
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Sete países da União Europeia (UE), entre eles Portugal, alertam que alterar o sistema que sustenta o mercado energético europeu pode levar a um mecanismo menos eficiente e, subsequentemente, aumentar os preços.
Na carta enviada ao comissário da Energia, Dan Jorgensen, nesta quinta-feira, a que a agência Reuters teve acesso, os países escrevem que “intervir na conceção do mercado da eletricidade e alterar os mecanismos de formação de preços também aumentaria a incerteza do mercado e da regulamentação, o que é prejudicial para os investimentos e a competitividade europeia”. Os signatários são, além de Portugal, a Dinamarca, Finlândia, Letónia, Luxemburgo, Países Baixos e Suécia.
A subida de custos globais do petróleo e do gás devido ao conflito no Irão aumentou a pressão sobre a Comissão Europeia para que intervenha no sistema que atualmente fixa os preços da energia no bloco comunitário. O tema já havia entrado na agenda política da Europa, com as indústrias a alertar que não conseguem competir com empresas dos Estados Unidos e da China, onde os valores são mais baixos.
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, comprometeu-se então a rever o sistema, enquanto tenta desenhar opções para tentar conter os preços da energia.
Por sua vez, os sete países garantem que “a dependência da UE do gás importado e caro” é a principal causa para os preços elevados, e não a conceção do mercado da energia.
No sistema elétrico europeu, o preço da eletricidade é definido pela última central necessária para satisfazer a procura total. Frequentemente trata-se de centrais a gás, o que significa que aumentos no preço desse combustível podem provocar fortes subidas no preço da eletricidade, mesmo quando grande parte da produção provém de fontes mais baratas, como a energia eólica ou solar.
Para estes governos, a solução passa então por reduzir o peso do gás no cabaz energético. Os signatários instaram Bruxelas a expandir rapidamente as fontes de energia renováveis mais baratas, a fim de limitar o papel do gás na fixação dos preços na mistura energética, e a incentivar os consumidores a utilizar energia quando os preços estão baixos.
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