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Portugal importa 64,5% das suas necessidades energéticas
O valor está acima da média europeia, que se situa nos 57%. Os produtos petrolíferos dominam as importações energéticas da UE, representando 67% do total, segundo o Eurostat.
18 Mar 2026 - 10:54
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Foto: Freepik
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Portugal Continua fortemente depende de energia proveniente do exterior, com 64,5% das suas necessidades energéticas a serem satisfeitas por importações, segundo a edição de 2026 da publicação Energia na Europa, publicada nesta quarta-feira pelo Eurostat.
O valor está acima da média da União Europeia (UE), que se situa em cerca de 57%.
Os dados relativos a 2024 mostram que o petróleo e os produtos petrolíferos dominam claramente as importações energéticas, representando 67% do total. Seguem-se o gás natural, com 24%, os combustíveis fósseis sólidos, como o carvão (4%), a eletricidade (3%) e as energias renováveis (2%).
Relativamente aos diferentes produtos, a maior fatia do petróleo e produtos petrolíferos teve origem nos Estados Unidos (16%), o gás natural veio sobretudo da Noruega (30%) e a maior parte das importações de combustíveis fósseis sólidos (principalmente carvão) teve origem na Austrália (31%).
Apesar da média europeia, existem grandes diferenças entre países. Malta (98%), Luxemburgo (91%) e Chipre (88%) apresentam níveis muito elevados de dependência energética. Em contraste, Estónia (5%), Suécia (27%) e Letónia (29%) destacam-se pela menor dependência de importações. Os valores da vizinha Espanha situam-se nos 68,9%.
Especialistas alertam que a elevada dependência externa continua a ser um desafio estratégico para a Europa, sobretudo num contexto de instabilidade nos mercados energéticos globais.

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