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Portugal produz 1,3 milhões de toneladas de restos de comida mal separados por ano

APA lança campanha "Vamos lixar o lixo" com ambição de "alterar o comportamento" dos portugueses, enquanto sector continua estagnado e dependente de aterros.

16 Dez 2025 - 14:20

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) lançou nesta terça-feira uma nova campanha de sensibilização sobre resíduos, com a promessa de “impactar milhões de cidadãos” e transformar hábitos de separação de lixo. A entidade revela também que, anualmente, cerca de 1,3 milhões de toneladas de restos de comida não são corretamente separados pelos portugueses, agravando a pressão sobre os aterros.

O presidente da APA, José Pimenta Machado, reconhece que “o setor dos resíduos, em matéria de políticas ambientais, representa um dos maiores desafios” do país. A produção de lixo aumenta ano após ano, a recolha seletiva estagnou e a dependência dos aterros mantém-se “muito elevada”. O apelo da APA é direto: “Vamos separar o lixo antes que o futuro se lixe”.

Assim, com o mote “Vamos lixar o lixo”, a iniciativa arranca em plena época natalícia com a mensagem “Na época de união, faz a separação”. A estratégia inclui uma árvore de Natal feita de resíduos, instalada no Cascais Xmas Village, e uma loja pop-up onde os cidadãos podem trocar lixo por presentes. Também foi criado um website dedicado a centralizar a informação da campanha.

“Neste período festivo, importa que os cidadãos compreendam o seu papel fundamental e contribuam com a separação dos seus resíduos. Temos grandes expectativas para esta campanha no sentido em que […] possa alavancar uma efetiva transição para uma economia mais circular”, acrescentou José Pimenta Machado.

Também recentemente a Eurostat revelou que Portugal é líder na União Europeia no que toca ao desperdício alimentar gerado pelas famílias, com uma massa de 122 kg por habitante por ano, com base na edição de 2025 dos “Indicadores da Cadeia Alimentar Europeia”.

A campanha, desenvolvida pela agência NOSSA e com divulgação da Nova Expressão (vencedoras de concurso público), terá 15 meses de duração e presença em televisão, rádio, imprensa, digital e outdoors. Prevê-se que atinja mais de oito milhões de pessoas através da TV e cerca de cinco milhões através da rádio. Está dividida em duas vagas principais: Natal de 2025 e Verão de 2026.

Nuno Cardoso, da NOSSA, promete “linguagem forte e disruptiva” para apresentar “a real dimensão do problema”. A campanha é financiada pelo Fundo Ambiental e cofinanciada por fundos europeus.

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