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Portugal reforça agenda de sustentabilidade com reprogramação do PT2030
Reprogramação ajusta prioridades aos novos desafios da União Europeia, incluindo descarbonização, resiliência hídrica e transição energética, e evita a perda de cerca de 890 milhões de euros em fundos comunitários.
29 Dez 2025 - 13:59
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Foto: Economia e Coesão Territorial/LinkedIn
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Foto: Economia e Coesão Territorial/LinkedIn
A Comissão Europeia (CE) aprovou o pedido de reprogramação intercalar do programa temático Sustentável 2030 e dos programas regionais Algarve, Alentejo, Centro, Norte e Madeira 2030, que permite a Portugal assegurar o cumprimento do nível de execução previsto pela regra N+3, que define patamares de execução ao longo do ciclo de sete anos dos programas do PT2030, ficando os envelopes financeiros sujeitos a cortes caso a incumpram.
Segundo anuncia o Governo nesta segunda-feira, a reprogramação foi feita com base nas novas prioridades estratégicas identificadas pela CE perante a evolução do contexto geopolítico e a necessidade de reforço da resposta a desafios estruturais da União Europeia (UE). As cinco áreas prioritárias definidas por Bruxelas são competitividade e descarbonização, defesa e segurança, habitação acessível, resiliência hídrica e transição energética.
“Esta reprogramação permitiu reajustar o programa de acordo com as novas prioridades definidas pela Comissão Europeia”, refere o ministro da Economia e da Coesão Territorial, acrescentando que “este foi mais um passo para assegurar que Portugal não perde nenhum euro de fundos comunitários e ultrapassar o atraso com que arrancou o PT2030”.
“É uma reprogramação que elimina o risco da ‘guilhotina’ e assegura os fundos europeus”, salienta Castro Almeida. A “guilhotina” é a cessação do pagamento dos projetos por ultrapassagem do tempo limite do programa.
Em termos financeiros, esta reprogramação dá origem a várias movimentações entre prioridades e objetivos específicos, mantendo-se, no entanto, inalteradas as dotações iniciais dos programas.
No caso do programa Sustentável 2030, por exemplo, foram reforçadas as dotações para projetos no âmbito dos sistemas energéticos inteligentes e de adaptação às alterações climáticas.
Nos programas regionais foram reforçadas as dotações em áreas como a gestão sustentável da água, desenvolvimento e fabrico de tecnologias críticas, defesa, construção em resposta a desastres naturais e habitação acessível, entre outras.
Com esta reprogramação, “Portugal acautela que todos os programas envolvidos cumprem os níveis de execução impostos pela regra N+3, evitando a perda de cerca de 890 milhões de euros”, refere o Governo.
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