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Presidente da Stellantis alerta para risco de “declínio irreversível” da indústria automóvel europeia
John Elkann pede à União Europeia maior flexibilidade nas metas de emissões para travar perda de competitividade.
26 Nov 2025 - 09:53
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John Elkann, presidente da Stellantis | Foto: Stellantis
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John Elkann, presidente da Stellantis | Foto: Stellantis
O presidente da Stellantis, John Elkann, lançou um alerta ao mercado, referindo que a indústria automóvel europeia poderá enfrentar um “declínio irreversível” caso a União Europeia (UE) não suavize as regras de redução de emissões de carbono, para dar mais margem de manobra aos construtores.
A declaração surge poucos dias antes de a Comissão Europeia apresentar, a 10 de dezembro, um conjunto de propostas no âmbito da revisão da regulamentação comunitária sobre emissões no setor automóvel.
NUma delaração em Turim, nesta terça-feira, Elkann afirmou que o setor já apresentou às autoridades europeias um pacote de medidas destinado a permitir mais flexibilidade no cumprimento das metas ambientais, algo que, defende, poderá evitar a perda acelerada de competitividade.
“Existe outra forma de reduzir emissões na Europa de forma construtiva e consensual, recuperando o crescimento perdido e respondendo às necessidades das pessoas”, afirmou o responsável, durante o evento que marcou o arranque da produção da nova versão híbrida do Fiat 500, segundo a agência Reuters.
Entre as propostas da indústria para suavizar as regras contam-se a possibilidade de manter plug-in híbridos, veículos com extensor de autonomia e combustíveis alternativos para além de 2035, a média das metas de redução de CO₂ de 2030 ao longo de vários anos, um alargado programa de abate de veículos e uma adaptação das regras para favorecer a produção de carros pequenos.
A nova versão híbrida do Fiat 500, originalmente lançada como 100% elétrica em 2020, é uma das apostas estratégicas da Stellantis para contrariar a queda da produção em Itália, afetada pela fraca procura, sobretudo de elétricos, e pela crescente concorrência de fabricantes chineses.
Recorde-se que, também nesta terça-feira, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis indicou que o setor está a crescer, mas continua abaixo dos níveis anteriores à pandemia e a transição energética mantém-se aquém do ritmo desejado. As vendas de automóveis novos na União Europeia (UE) cresceram 1,4% até outubro de 2025, refere.
A administração da Stellantis não especificou que consequências adicionais poderão resultar de regulamentos europeus mais rígidos, mas o antigo responsável pela região europeia já havia advertido que o grupo poderia ter de encerrar fábricas caso enfrentasse pesadas multas relacionadas com as metas de CO₂.
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