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Biochar modificado pode tornar captura de CO₂ mais barata e sustentável
Investigação aponta que este material poderá representar uma alternativa mais ecológica e económica face aos métodos convencionais de captura de carbono, frequentemente considerados caros e energeticamente exigentes.
10 Mai 2026 - 14:38
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Foto: Wikipedia
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Um grupo internacional de investigadores concluiu que o biochar, um material produzido a partir de resíduos agrícolas, madeira, lamas de esgoto ou estrume animal, poderá desempenhar um papel importante na redução das emissões de dióxido de carbono (CO₂), graças a novas técnicas de modificação química que aumentam significativamente a sua capacidade de captura de carbono.
A conclusão surge numa revisão científica publicada na revista Carbon Research, que analisa os mais recentes avanços no desenvolvimento de biochar modificado para adsorção de CO₂. Segundo os autores, este material poderá representar uma alternativa mais ecológica e económica face aos métodos convencionais de captura de carbono, frequentemente considerados caros e energeticamente exigentes.
O biochar é produzido através da conversão térmica de biomassa e resíduos orgânicos. Embora seja renovável e relativamente barato, a sua versão bruta apresenta limitações ao nível da estrutura porosa e da química superficial, fatores essenciais para reter dióxido de carbono de forma eficiente.
Para ultrapassar essas limitações, os investigadores têm vindo a recorrer à chamada “dopagem com heteroátomos”, um processo que introduz elementos como azoto, enxofre, fósforo ou boro na estrutura do material. Esta modificação altera as propriedades eletrónicas e químicas do biochar, criando locais mais eficazes para capturar moléculas de CO₂.
“O biochar não é apenas um material carbonoso derivado de resíduos. Com engenharia adequada, pode ser transformado num adsorvente funcional para captura sustentável de carbono”, afirmou Xiangping Li, u dos sutores do estudo.
Além dos ganhos laboratoriais, o estudo alerta para vários desafios antes de esta tecnologia poder ser aplicada em grande escala, incluindo os custos de regeneração do material, a estabilidade ao longo do tempo e a necessidade de métodos padronizados de produção e avaliação.
Os autores acreditam, contudo, que ferramentas de inteligência artificial e de ‘machine learning’ poderão acelerar o desenvolvimento destes materiais, permitindo relacionar tipos de biomassa, condições de produção e desempenho de captura de carbono.
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