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Estado de Baden-Württemberg poderá tornar-se no primeiro da Alemanha a permitir armazenamento subterrâneo de CO2

Uma alteração recente da lei abre caminho à aplicação em larga escala da captura e armazenamento e utilização de carbono.

09 Mai 2026 - 15:00

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Foto: cinea.ec.europa.eu

Foto: cinea.ec.europa.eu

O futuro governo do estado de Baden-Württemberg, no sul da Alemanha, pretende permitir o armazenamento subterrâneo de dióxido de carbono (CO2), segundo anunciaram no seu acordo de coligação o Partido dos Verdes e a União Democrata-Cristã (CDU).

Os Verdes venceram as eleições regionais realizadas em março de 2026 e estão agora a formar governo com a CDU.

Segundo avança a Clean Energy Wire, plataforma de informação especializada em transição energética na Alemanha, a coligação pretende tirar proveito da lei alemã sobre armazenamento de CO2 que foi recentemente reformulada e que abre caminho à aplicação em larga escala da captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla inglesa) ou da captura e utilização de carbono (CCU, na sigla inglesa) como parte dos esforços de combate às alterações climáticas. A reforma permite o armazenamento de carbono sob o fundo do mar e dá aos estados federados a possibilidade de autorizarem o armazenamento subterrâneo em terra.

Embora o estado de Baden-Württemberg disponha de um potencial subterrâneo relativamente reduzido para o armazenamento de carbono, esta decisão poderá dar novo impulso ao debate político sobe esta matéria, afirmou Fabian Liss, da ONG Bellona, à Clean Energy Wire. “Isto aumenta a pressão sobre estados industrializados como a Renânia do Norte-Vestefália, bem como sobre os estados do norte da Alemanha, particularmente adequados para armazenamento”, afirmou.

Na Alemanha, esta tecnologia foi contestada por estar associada a uma forma de a indústria prolongar a vida das centrais a carvão, transformando esta tecnologia num “tema tabu”. No entanto, as metas de neutralidade climática para meados do século reabriram o debate sobre a necessidade de combater emissões de CO2 difíceis de evitar, por exemplo, na produção de cimento. Vários partidos, incluindo os Verdes alemães, estão a redefinir a sua posição oficial sobre esta tecnologia.

Segundo Liss, a capacidade de armazenamento sob o Mar do Norte alemão será insuficiente para as necessidades do país e a exportação para países vizinhos europeus, como a Noruega ou a Dinamarca, tornar-se muito dispendiosa.

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