2 min leitura
Primeiro protesto coordenado contra impacto dos centros de dados mobilizou 142 comunidades nos EUA
O movimento contesta o impacto ambiental destas infraestruturas tecnológicas e alega falta de participação pública nos processos de aprovação destes projetos.
20 Jul 2026 - 14:27
2 min leitura
Foto: HumansFirst
- EasyJet implementa plataforma para evitar 10 mil toneladas de CO2 por ano
- Metropolitano de Lisboa vai ter em conta eficiência ambiental na reabilitação dos acessos mecânicos de cinco estações
- Mais 4,2 ME para apoiar recuperação ambiental de municípios afetados pelas tempestades
- Central solar em Mogadouro recebe 246 participações em consulta pública
- Reabilitação da Fábrica de Gelo de Sines vai seguir critérios ambientais
- ICNF apela à preservação das serras no afluxo esperado para observação do eclipse solar
Foto: HumansFirst
No passado sábado, 142 comunidades em 42 estados dos EUA uniram-se no primeiro protesto coordenado contra a expansão dos centros de dados para processamento de tecnologias de inteligência artificial (IA), que se intensificou ao longo do último ano.
Organizado pelo grupo da sociedade civil HumansFirst, o protesto pretendeu “transmitir uma mensagem simples: os americanos merecem ter voz antes que as grandes empresas tecnológicas transformem as suas comunidades”, segundo explica o grupo nas suas redes sociais.
O movimento contesta o impacto ambiental destas infraestruturas tecnológicas e alega falta de participação pública nos processos de aprovação destes projetos.
“Isto nunca foi uma questão de política. Foi uma questão de famílias, direitos de propriedade, água, eletricidade, valor das casas, controlo local e responsabilidade dos governos.
Obrigado a todas as comunidades que se uniram para proteger as nossas casas, comunidades e país. O dia 18 de julho foi apenas o início”, refere o grupo.
Os manifestantes criticam sobretudo a pressão sobre as redes elétricas locais, o volume de água utilizado em alguns sistemas de arrefecimento e a transformação de áreas residenciais ou rurais em grandes polos industriais de computação.
O grupo organizador HumansFirst afirmou que a mobilização pretende chamar a atenção para o ritmo de expansão dos centros de dados e exigir maior transparência por parte das empresas e das autoridades responsáveis pelos licenciamentos.
A contestação surge num momento em que empresas tecnológicas estão a investir milhares de milhões de dólares em infraestrutura para inteligência artificial. Os defensores destes projetos argumentam que os centros de dados são essenciais para manter a competitividade tecnológica dos Estados Unidos, criar empregos e desenvolver novos serviços digitais.
No entanto, os críticos questionam se os benefícios económicos compensam os custos suportados pelas comunidades onde estas instalações são construídas.
- EasyJet implementa plataforma para evitar 10 mil toneladas de CO2 por ano
- Metropolitano de Lisboa vai ter em conta eficiência ambiental na reabilitação dos acessos mecânicos de cinco estações
- Mais 4,2 ME para apoiar recuperação ambiental de municípios afetados pelas tempestades
- Central solar em Mogadouro recebe 246 participações em consulta pública
- Reabilitação da Fábrica de Gelo de Sines vai seguir critérios ambientais
- ICNF apela à preservação das serras no afluxo esperado para observação do eclipse solar