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Produtos financeiros sustentáveis continuam longe de conquistar investidores portugueses
Baixa confiança e pouca informação explicam desinteresse pelos produtos de investimento verdes, revela novo inquérito da DECO PROteste.
06 Dez 2025 - 10:00
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Foto: Freepik
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Apesar do crescimento da oferta de produtos financeiros rotulados como sustentáveis, a maioria dos investidores portugueses continua pouco convencida. Um inquérito recente da DECO PROteste mostra que apenas 10% dos portugueses aplicam dinheiro em soluções de investimento sustentável e que só 14% afirmam estar bem informados sobre este tipo de produtos.
Os dados reforçam a ideia de que o ‘greenwashing’, a prática de promover iniciativas como “verdes” sem o serem verdadeiramente, está a minar a confiança do público. A falta de clareza, aliada à sensação de que algumas ofertas sustentáveis não passam de marketing, afasta potenciais investidores.
O estudo conclui que, enquanto não houver maior transparência e informação acessível, os produtos sustentáveis terão dificuldade em ganhar tração no mercado nacional. Quatro em cada cinco investidores consideram que estes produtos deviam estar sujeitos a regulamentos rigorosos sobre o que pode ser estabelecido como “sustentável”. Além disso, defendem que as autoridades responsáveis pela supervisão têm de atuar contra os prestadores de serviços financeiros que comercializam produtos enganosos.
Aqueles que já investiram em produtos financeiros verdes são os que apresentam um maior índice de confiança, com os jovens até aos 29 anos a serem mais propensos a investimentos sustentáveis. Cerca de 70% de todos os inquiridos acredita que as alegações de sustentabilidade devem ser acompanhadas por dados científicos, com 74% a reforçar a necessidade de testes independentes aos investimentos sustentáveis.
Dos inquiridos, 44% dizem que se sentiriam manipulados quando enganados nesta matéria, enquanto 36% admite que deixaria mesmo de comprar no banco ou entidade gestora que vendeu o produto, e 32% confessa que avançaria com uma queixa.
Para investir em ativos financeiros verdes, o estudo revela que os bancos são os principais intermediários, seguidos das corretoras e das instituições especializadas em investimentos. As fontes de informação mais recorridas são os funcionários dos bancos ou consultores, sites das entidades bancárias ou de investimentos, e os amigos, família e conhecidos.
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