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Programa E-Lar poderá receber reforço de fundos através do PRR

Executivo quer canalizar parte da verba destinada a obras para eletrodomésticos mais eficientes. Proposta vai ser feita a Bruxelas.

06 Out 2025 - 07:35

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Foto: Unsplash

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O Governo vai apresentar à estrutura de missão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e à Comissão Europeia uma proposta para reforçar o programa E-Lar.

No total, o executivo dispõe de 100 milhões de euros destinados a combater a pobreza energética, dos quais 60 milhões estão orientados para intervenções como obras de reabilitação. Considerando que o PRR termina em 2026, a ministra do Ambiente e da Energia vai propor a transferência de parte desta verba para apoiar a aquisição de eletrodomésticos mais eficientes.

“Vamos ver o que conseguimos fazer em termos de reforços financeiros. A decisão não é só nossa […], mas da unidade de missão do PRR e da Comissão Europeia. Foi um programa bem-sucedido, que as pessoas gostaram e responderam”, afirmou a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, na última sexta-feira, em Lisboa.

A governante, que falava aos jornalistas à margem da cimeira ‘Portugal Renewable Energy’, promovida pela APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, precisou que o executivo dispõe de um total de 100 milhões de euros, sendo que 60 milhões de euros estão destinados a obras e 30 aos eletrodomésticos.

O programa E.Lar soma perto de 25.000 candidaturas até quinta-feira, segundo os últimos dados avançados pelo Governo.

Os restantes 10 milhões de euros do Fundo Ambiental podem ser aplicados a cada uma destas categorias, “mas vão ser aplicados aos eletrodomésticos, que têm uma execução mais rápida”, anunciou.

A ministra assinalou ainda que existe uma dificuldade em executar obras num curto espaço de tempo e que o período de execução do PRR termina já no próximo ano.

“Penso que execução será mais rápida se transferirmos algumas verbas das obras para eletrodomésticos”, defendeu.

O presidente da Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital (AGEFE), Nuno Lameiras, considerou, na quinta-feira, que o programa E-Lar é um passo positivo, mas apresenta fragilidades e “dotação financeira insuficiente” face à forte procura registada.

Em declarações à Lusa, o responsável sublinhou que a adesão ao programa lançado esta semana pelo Governo para apoiar a substituição de equipamentos a gás por soluções elétricas mais eficientes “mostra bem o potencial que existe na substituição de equipamentos antigos por novos, mais eficientes do ponto de vista energético”, mas alertou que o número de apoios disponíveis “é muito reduzido”, defendendo por isso que o Governo deve reforçar os fundos previstos.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

 

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