Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

5 min leitura

Projeto do elétrico 16E avança para consulta pública com cinco alternativas

Estudo de Impacte Ambiental (EIA) relativo à nova linha do elétrico 16E considerou a solução de traçado de referência e quatro alternativas de traçado, “todas viáveis, do ponto de vista técnico e ambiental”.

26 Ago 2026 - 17:56

5 min leitura

Foto: Secret Lisbon

Foto: Secret Lisbon

O projeto da nova linha do elétrico 16E, entre Terreiro do Paço e Parque Tejo, em Lisboa, prevê quatro alternativas ao traçado de referência, inclusive podendo passar pela Avenida Dom João II, estando em consulta pública até 30 de setembro.

Sob proposta da empresa municipal Carris, a definição do trajeto do futuro elétrico 16E teve por base o traçado de referência do projeto de Linha Intermodal Sustentável (LIOS) Oriental, “considerando-se uma área de estudo envolvente àquele traçado, alargada nas zonas onde se previu a necessidade de análise de traçados alternativos, decorrente da identificação de situações críticas e conflitos prováveis para a inserção do metro ligeiro de superfície na paisagem urbana”.

De acordo com informação disponível no ‘site’ Participa, o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) relativo à nova linha do elétrico 16E considerou a solução de traçado de referência e quatro alternativas de traçado, “todas viáveis, do ponto de vista técnico e ambiental”.

Anunciado em abril de 2025, o projeto do elétrico 16E pretende “reforçar a ligação da zona mais oriental da cidade (Parque Tejo) ao centro de Lisboa, através de um elétrico rápido na modalidade de metro ligeiro de superfície”, num percurso com cerca de 11 quilómetros (km), com 17 paragens.

Para se estabelecer o percurso do elétrico 16E, prevê-se a expansão da linha do elétrico 15E até Santa Apolónia, atualmente em operação entre a Praça do Comércio/Praça da Figueira e Algés (no concelho vizinho de Oeiras).

“A extensão da linha do elétrico 16E abrange três projetos”, designadamente o prolongamento do 15E desde o Campo das Cebolas até Santa Apolónia, a reconstrução e redesenho da Praça de Santa Apolónia, em consequência das obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL), e o desenvolvimento da linha 16E para norte de Santa Apolónia, através da Avenida Infante Dom Henrique, até ao Parque Tejo, lê-se no resumo não técnico do EIA.

O futuro elétrico 16E “promete ligar em 15 minutos a Praça do Comércio à zona sul do Parque das Nações (22 minutos à zona central do Parque das Nações)”, funcionando “em canal 100% dedicado”, atravessando a cidade “sem depender do trânsito e sem barreiras no percurso”, com uma velocidade média de referência de exploração de 25 quilómetros por hora, e assumindo-se a existência de catenária ao logo de todo o traçado.

Segundo informação no ‘site’ Participa, prevê-se a utilização de um total de 28 elétricos, cada um com capacidade máxima de 220 pessoas, material circulante idêntico ao recentemente adquirido à empresa espanhola CAF pela Carris, “caracterizado por veículos articulados em cinco módulos, com comprimento total de 28,5 metros”.

O projeto resultará de um investimento de 160 milhões de euros, com cofinanciamento europeu, estimando-se benefícios “avaliados em 298 milhões de euros, considerando melhorias na mobilidade e impactos ambientais positivos”, nomeadamente menos 4.800 veículos por dia e menos 124 mil toneladas de dióxido de carbono, segundo relatório da empresa TIS.

O traçado de referência da linha 16E tem início na Praça de Santa Apolónia, passa pela Alameda dos Oceanos, onde “cada via do elétrico ocupará uma das faixas rodoviárias atualmente existentes”, e termina na interface de transportes de Sacavém (no concelho vizinho de Loures), sendo que o percurso vai variando entre via única e via dupla.

As quatro alternativas apresentam um traçado idêntico ao de referência, sendo que uma delas sugere um troço que implica a “demolição prévia do viaduto da Avenida Marechal Gomes da Costa, assim como a alteração do novo Jardim Ribeirinho, na zona do antigo canal da Linha da Matinha”, e outra propõe a passagem na Avenida Dom João II, “em via única pelas laterais até ao cruzamento com a Avenida da Peregrinação, a norte de Moscavide, onde passa a via dupla”.

O EIA aponta o traçado de referência como “a solução mais vantajosa”, referindo que tal “apresenta o melhor equilíbrio global”, tanto na valorização dos efeitos benéficos, como na redução da magnitude dos impactes negativos.

Entre eles está a necessidade de transplante de árvores, em todas as soluções de traçado, nomeadamente na Avenida Infante Dom Henrique, Avenida Dom João II e Alameda dos Oceanos, considerando-se impactes negativos “potencialmente significativos, mas compensáveis/minimizáveis nas fases subsequentes de elaboração do projeto de execução”.

Está prevista ainda a construção do Parque de Material e Oficinas sob a Ponte Vasco da Gama, onde serão efetuadas as operações de manutenção e limpeza da frota, com 15 lugares de parqueamento.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade