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Projeto vai investigar técnicas históricas para reduzir pegada ecológica do tingimento têxtil

O projeto liderado em Portugal pela investigadora Paula Nabais tem uma bolsa de investigação de cerca de 1,5 milhões de euros, para aplicar no projeto durante cinco anos.

04 Set 2025 - 16:23

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Foto: Pexels

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Técnicas de tingimento têxtil dos séculos XV a XVIII vão ser investigadas no âmbito do projeto Scarlet, liderado em Portugal pela investigadora Paula Nabais, da Universidade Nova de Lisboa, indicou o estabelecimento de ensino superior.

“O objetivo desta investigação, que combina o conhecimento histórico com a inovação científica, é reduzir a pegada ecológica da produção têxtil, promover a transformação sustentável do setor e valorizar o património cultural europeu”, adianta a Nova em comunicado.

Paula Nabais, do Departamento de Conservação e Restauro (DCR) da universidade, vai receber uma bolsa de início de carreira do Conselho Europeu de Investigação (ECR), de cerca de 1,5 milhões de euros, para aplicar no projeto durante cinco anos.

Numa primeira fase o projeto visa “o estudo aprofundado de receitas históricas de tingimento datadas dos séculos XV a XVIII, oriundas da Península Ibérica, Itália, Inglaterra e França”. Também prevê o desenvolvimento de “uma plataforma ‘online’”, na qual serão disponibilizadas as receitas “interpretadas para os métodos contemporâneos para capacitar a comunidade têxtil, desde empresas a artistas, explorando o potencial dos corantes naturais e das técnicas tradicionais”.

A universidade precisa que, em Portugal, o projeto se irá centrar na aplicação e manipulação da cor em três tipos de lãs portuguesas – Merino, Bordaleira e Churra.

“Este estudo recupera e valoriza conhecimento passado sobre os corantes naturais usados nos têxteis históricos. Ao unir ciência, história e arte, este projeto abre novas perspetivas para compreender o nosso património cultural e, ao mesmo tempo, oferece soluções sustentáveis para o futuro da comunidade têxtil. Recuperar receitas históricas para criar soluções sustentáveis no presente — é esta a missão do SCARLET”, explica Paula Nabais, que também integra o Laboratório Associado para a Química Verde, citada no comunicado.

A cientista faz parte do grupo dos seis investigadores portugueses, entre os 478 de toda a Europa, que vão receber as bolsas ERC Starting anunciadas hoje para lançar projetos próprios, formar equipas de investigação e desenvolver ideias promissoras em áreas como ciências físicas e engenharia, ciências da vida, ciências sociais e humanidades.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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