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Renováveis responsáveis por mais de dois terços da eletricidade produzida em Portugal em julho
A energia eólica e solar representou quase metade do mix energético nacional, segundo dados da APREN. Portugal mantém 4.ª posição na Europa na produção de eletricidade por renováveis.
13 Ago 2025 - 13:36
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Em julho, 71,4% da eletricidade produzida em Portugal continental veio de fontes renováveis, revela o Boletim de Eletricidade Renovável, publicado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).
A produção total de eletricidade durante o mês foi de 3.935 GWh, registando um aumento de 31,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, com a produção eólica a crescer 225 GWh apenas. No mix de produção, a energia eólica representou 25,2%, a solar 20,4%, a hídrica 20,2% e a bioenergia 5,7%.
Entre os países europeus analisados, Portugal apresentou a maior quota de energia eólica no seu mix energético em julho – 25,7% – à frente da Dinamarca (22,7%) e da Alemanha (18,2%).
Segundo a APREN, comparativamente com julho de 2024, a água armazenada nos reservatórios também aumentou 8,8%, atingindo 80% em julho deste ano.
O preço médio mensal da eletricidade no Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL) foi de 63,4 €/MWh. Entre 1 de janeiro e 31 de julho, registaram-se 1.212 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para satisfazer toda a procura de eletricidade do continente.
No mesmo período, as energias renováveis permitiram uma poupança acumulada de 4.984 milhões de euros no mercado grossista através da produção em regime especial (PRE), resultando numa poupança média acumulada de 164,4 €/MWh.
Portugal na 4.ª posição na Europa
De janeiro a julho, Portugal alcançou uma quota de 79,6% de renováveis na produção de eletricidade, mantendo a 4.ª posição na Europa, atrás da Noruega, Dinamarca e Áustria.
Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN, salientou que “os resultados de julho reforçam o papel vital das renováveis na transição energética em Portugal, garantindo benefícios ambientais, económicos e estratégicos. Para consolidar esta trajetória, é essencial investir no reforço da rede, em soluções de armazenamento e em mecanismos que aumentem a flexibilidade do sistema elétrico”.
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