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Resialentejo investe mais de 8 milhões na modernização das centrais de triagem
Projeto financiado pelo programa Alentejo 2030 e pelo FEDER reforça a eficiência na seleção de recicláveis e amplia a capacidade de tratamento de resíduos no Baixo Alentejo.
22 Out 2025 - 07:49
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Foto: Resialentejo
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Foto: Resialentejo
A gestora de resíduos Resialentejo lançou um projeto para modernizar as suas unidades de triagem de materiais recicláveis, através de um investimento superior a 8 milhões de euros. A nova estratégia passa pela seleção do fluxo de embalagens e pela instalação de uma nova central de triagem com equipamentos fixos e obras de adaptação ao pavilhão da empresa.
Quanto ao fluxo de papel e cartão, a Resialentejo destaca a remodelação da sua central de triagem e a aquisição de equipamentos móveis de movimentação. Já na seleção de volumosos, o projeto engloba a construção de uma nova nave para a central, bem como um triturador próprio e uma giratória de rodas equipada com grifa.
A atualização das unidades de triagem da gestora é financiada pelo programa Alentejo 2030 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Este último investiu quase 6 milhões de euros no projeto.
A Resialentejo é o Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) do Baixo Alentejo. Desempenha este papel nos concelhos de Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa, ao tratar aproximadamente 50 mil toneladas de resíduos por ano.
A SGRU alentejana conseguiu reduzir o encaminhamento para aterro sem tratamento prévio para 0%, segundo o Relatório Anual Resíduos Urbanos 2024. A empresa está muito próxima de atingir a sua meta de 63% estabelecida para 2030 na preparação para reutilização e reciclagem. No último ano já chegou aos 62%, informa. Contudo, a gestora depositou 31% de RU em aterro, sendo que a meta europeia é 10% até 2035.
A produção RU no país voltou a crescer no ano passado. Foram geradas 5,55 milhões de toneladas, um aumento de 3,97% em relação a 2023. Cada habitante produziu, em média, 517 kg ao longo do ano, ou seja, 1,4 kg por dia. Como destino final dos resíduos, a deposição em aterro continuou a ser dominante.
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