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SBTi lança projeto-piloto para definir Norma Net Zero para setor elétrico
Iniciativa convida empresas de toda a cadeia de valor da eletricidade a participar no desenvolvimento de um novo referencial científico global rumo à neutralidade carbónica no setor elétrico.
11 Jan 2026 - 10:50
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A Science Based Targets initiative (SBTi), iniciativa que define as metodologias de referência mundial com base na ciência para metas de descarbonização empresariais, anunciou o lançamento de um projeto-piloto da sua proposta de Norma Net Zero para o setor elétrico, abrindo candidaturas a empresas de produção, transporte e distribuição de energia, armazenamento, comercialização e retalho.
A norma em consulta pretende disponibilizar um enquadramento global para que as empresas do setor estabeleçam metas climáticas de curto e longo prazo alinhadas com o objetivo de alcançar emissões líquidas zero até, o mais tardar, 2050.
O referencial visa apoiar a gestão de riscos de transição, reforçar a resiliência empresarial e criar oportunidades de crescimento num contexto de aumento acelerado da procura global por eletricidade de baixas emissões.
A SBTi explica que a nova proposta visa substituir o ‘Quick Start Guide for Electric Utilities da SBTi’, alargando o seu âmbito para abranger um conjunto mais vasto de atividades e fontes de emissões ao longo da cadeia de valor do setor elétrico. Introduz ainda critérios atualizados, adaptados às especificidades operacionais e ao perfil de emissões da indústria.
“O setor energético é atualmente responsável por mais de 75% das emissões globais totais de gases com efeito de estufa. À medida que a implementação de energias renováveis acelera e a descarbonização se torna cada vez mais urgente, o setor elétrico assume um papel central na transição global para a neutralidade carbónica. A definição de uma norma robusta e baseada na ciência é essencial para garantir que esta transição seja simultaneamente credível e eficaz”, explica a SBTi em comunicado.
A iniciativa considera que a fase de testes piloto é um passo fundamental no desenvolvimento de normas, permitindo assegurar que o resultado final seja simultaneamente aplicável às empresas e cientificamente robusto. Nomeadamente porque as organizações participantes poderão “contribuir diretamente para a definição futura das metas científicas do setor elétrico, reforçar a sua liderança climática junto de clientes, investidores e reguladores, e obter conhecimento antecipado sobre metodologias que irão orientar futuras validações de metas”, pode ler-se na nota divulgada.
As candidaturas estão abertas até 16 de janeiro de 2026.
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