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Seixal e Barreiro voltam a ligar-se pelo Tejo em junho com nova travessia fluvial
Autarca do Seixal congratula-se com anúncio no aniversário da operação de navios elétricos no concelho. Futura ligação recupera relação histórica perdida desde a destruição da antiga ponte ferroviária em 1969.
06 Mai 2026 - 07:41
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O presidente da Câmara Municipal do Seixal classificou como uma boa notícia a criação de uma ligação fluvial entre o Seixal e o Barreiro, considerando que restaura uma ligação histórica entre os dois concelhos.
Paulo Silva falava em declarações à agência Lusa durante a cerimónia oficial do 1.º aniversário da operação fluvial elétrica no Seixal, um evento que assinalou também o transporte de dois milhões de passageiros em navios elétricos da Transtejo Soflusa (TTSL) e no qual o ministro das Infraestruturas e Habitação anunciou a criação, a partir de junho, da ligação entre o Seixal e o Barreiro.
“É uma boa notícia, em junho começar a haver esta ligação. Sempre houve uma ligação histórica entre o Seixal e o Barreiro. Aliás, se formos aos habitantes mais antigos do Concelho (do Seixal) muitos deles estudavam no Barreiro”, disse o autarca.
Paulo Silva explicou que no concelho do Seixal só havia o ensino básico pelo que depois os alunos teriam de ir para o Barreiro ou para Almada, escolhendo muitas vezes o Barreiro por ter, na altura, transporte ferroviário entre os dois concelhos através de uma ponte que foi destruída.
A ponte ferroviária que ligava o Barreiro ao Seixal foi destruída a 18 de setembro de 1969, após o embate do navio “Alger”.
A estrutura, parte do ramal do Seixal, caiu, interrompendo a ligação ferroviária direta. Desde então, a zona ficou sem a travessia, separando as duas localidades.
“Havia essa grande ligação, que se perdeu quando foi derrubada a ponte”, disse.
O presidente da Câmara Municipal do Seixal adiantou que a criação de uma ligação fluvial entre os dois concelhos tem sido uma das suas reivindicações desde que tomou posse.
“Não sei quais são os horários, mas a partir de junho essa reivindicação vai ser cumprida”, salientou.
O autarca assinalou ainda com agrado o facto de o ministro ter anunciado que o parque de estacionamento, cujo valor é atualmente pago pelo município isentando os passageiros desse custo, vai passar a ser gratuito tal como acontece no Montijo.
“Também fico muito feliz de saber que vamos deixar de pagar o parque de estacionamento, são 60 mil euros por ano que a Câmara do Seixal poupa”, disse.
Desde 2024 que o parque de estacionamento junto ao Terminal Fluvial do Seixal é gerido pela Câmara Municipal do Seixal, assumindo esta o seu custo, ao abrigo de uma parceria entre a autarquia, a Administração do Porto de Lisboa e a Transtejo.
Em agosto de 2021, a câmara já tinha tomado uma medida desta natureza, passando a assumir, integralmente, as despesas relativas à utilização do Parque de Estacionamento A5 de Foros da Amora, que, até esse momento, estava concessionado à Fertagus, isentando os cidadãos de pagarem a utilização daquele espaço.
“O senhor ministro anunciou que se a Câmara Municipal do Montijo não paga o parque de estacionamento, a Câmara Municipal do Seixal também não pagará, porque não pode haver dois pesos e duas medidas”, sustentou Paulo Silva.
Na cerimónia oficial que decorreu hoje no Terminal Fluvial do Seixal, estiveram também presentes os autarcas do Montijo e da Moita.
No concelho da Moita estão em curso estudos de navegabilidade para instalar um Terminal Fluvial em Alhos Vedros, para estabelecer uma ligação com Lisboa.
O presidente da Câmara da Moita, Carlos Albino, explicou em declarações à agência Lusa que o objetivo é criar uma ligação entre a Moita, Montijo e Lisboa (Parque das Nações ou Terreiro do Paço).
“Vemos isso como uma grande oportunidade. O transporte fluvial permite levar muitas pessoas de cada vez e para a Moita seria uma mais-valia passar a ter uma ligação direta, sem que os passageiros tenham a necessidade de fazer transbordo para se deslocarem da Moita para Lisboa”, explicou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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